Bispos recordam, «com gratidão, testemunho deixado à Igreja em Portugal e à sociedade portuguesa, através de um longo percurso de serviço aos outros»

Lisboa, 13 ago 2026 (Ecclesia) – A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) manifestou, esta quarta-feira, “o seu profundo pesar pelo falecimento de Eugénio José da Cruz Fonseca, antigo presidente da Cáritas Portuguesa”, e exprimiu, “à sua família e amigos, proximidade orante neste momento de luto”.
Na nota enviada à Agência ECCLESIA, os bispos portugueses salientam que foi uma figura que “dedicou a sua vida ao serviço das pessoas e famílias em situação de pobreza e exclusão, promovendo a dignidade humana, a justiça social e a solidariedade”.
Tal pode observar-se, afirma a CEP, no serviço de Eugénio Fonseca “como presidente da Cáritas Diocesana de Setúbal (de 1987 a 2016) e da Cáritas Portuguesa (de 1999 a 2020), função que exerceu, por nomeação da Conferência Episcopal Portuguesa, ao longo de vinte e um anos”.
A Conferência Episcopal Portuguesa “recorda, com gratidão, o testemunho que Eugénio Fonseca deu à Igreja em Portugal e à sociedade portuguesa, através de um longo percurso de serviço aos outros, particularmente aos que se encontram em situações de maior fragilidade”, pode ler-se.
Os bispos lembram ainda que, “por ocasião da cessação das suas funções na Cáritas Portuguesa”, a Assembleia Plenária da CEP “aprovou um voto de louvor e manifestou ‘vivo reconhecimento pelo serviço que prestou, com muita dedicação, durante sete mandatos’”.
“Agradecemos a Deus o dom da sua vida e do seu testemunho e confiamo-lo à misericórdia do Pai, pedindo que lhe conceda o eterno descanso”, conclui.
A Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP), organismo da CEP, recebeu com “profunda tristeza, mas também com renovada fé na Ressurreição”, a notícia da morte de Eugénio Fonseca.
“Recordam o seu notável exemplo de constante dedicação às causas da justiça e da paz que tinha a sua raiz na coerência evangélica do amor a Deus e ao próximo. Entre muitos outros empenhos em ações da Igreja e da sociedade, em muitas ocasiões ele deu um inestimável contributo a atividades da Comissão Nacional Justiça e Paz e da Comissão Diocesana Justiça e Paz de Setúbal”, assinalam os membros da CNJP, em nota enviada hoje à Agência ECCLESIA.
Eugénio Fonseca, que exercia a presidência da direção da Confederação Portuguesa de Voluntariado, morreu aos 69 anos, vítima de paragem cardiorrespiratória, foi anunciado esta quarta-feira, numa nota episcopal partilhada pelo cardeal D. Américo Aguiar nas redes sociais.
“O seu percurso ficou indelevelmente marcado pelo serviço à Igreja e pela promoção de uma verdadeira cultura de solidariedade, proximidade e dignidade humana, vivida de modo muito especial através da missão da Cáritas”, escreveu.
A Confederação Portuguesa do Voluntariado, a Cáritas Portuguesa e a Cáritas Diocesana de Setúbal manifestaram-se face à morte de Eugénio Fonseca, bem como o patriarca de Lisboa e o presidente da República.
“A vida pública de Eugénio Fonseca deixa um exemplo de cidadania exercida como responsabilidade perante os outros, unindo convicção, humanidade e sentido de bem comum”, escreveu o chefe de Estado.
LJ/CB
Igreja/Sociedade: Morreu Eugénio Fonseca, antigo presidente da Cáritas Portuguesa
