Presidente da República também lamentou a morte de Eugénio Fonseca, «exemplo de cidadania»

Lisboa, 12 ago 2026 (Ecclesia) – A Cáritas Portuguesa manifestou o seu “mais profundo pesar” pelo falecimento de Eugénio Fonseca, seu presidente entre 1999 e 2020, esta quarta-feira, destacando o seu “legado de dedicação ao serviço da Igreja através dos mais vulneráveis”.
“A sua dedicação e o seu contributo para o desenvolvimento e fortalecimento da rede Cáritas em Portugal deixam uma marca indelével que será recordada por beneficiários, voluntários e colaboradores que ao longo dos anos com ele tiveram a oportunidade de aprender a ser serviço aos mais pobres”, afirma a atual presidente da Cáritas Portuguesa, Rita Valadas, em comunicado enviado à Agência ECCLESIA.
Eugénio Fonseca, atual presidente da direção da Confederação Portuguesa de Voluntariado (CPV), que durante anos foi presidente da Cáritas Portuguesa e da Cáritas Diocesana de Setúbal, morreu aos 69 anos, vítima de paragem cardiorrespiratória, esta quarta-feira, dia 12 de agosto.
Neste momento de despedida, a Cáritas Portuguesa dá “graças” pelo percurso do seu antigo presidente, “pelo quanto deixa ao setor social, à Igreja e à sociedade portuguesa”, um “legado de dedicação ao serviço da Igreja através dos mais vulneráveis”, e o “contributo decisivo” para o fortalecimento da ação social em Portugal.
O organismo da Igreja Católica em Portugal sublinha que Eugénio Fonseca assumiu “um papel de referência na missão da Cáritas”, a nível diocesano e nacional, dedicando-se com empenho “à promoção da dignidade humana, à solidariedade e à construção de uma sociedade mais justa e inclusiva”.
“O seu compromisso com as causas sociais e a sua visão humanista marcaram profundamente a rede Cáritas e todos aqueles que com ele tiveram a oportunidade de colaborar”, destaca ainda a Cáritas Portuguesa do percurso de Eugénio Fonseca.
O presidente da República também manifestou “profundo pesar” pelo falecimento de Eugénio Fonseca, recordando que presidiu à Cáritas Portuguesa e à Cáritas Diocesana de Setúbal (1987-2016), e à Fundação sadina D. Manuel Martins
“Em todas as funções que desempenhou, afirmou o valor da economia social, da participação cívica e de um trabalho persistente e de proximidades com as pessoas”, assinala António José Seguro, na nota publicada no sítio online da Presidência da República.
O chefe de Estado português afirma que Eugénio Fonseca construiu um percurso marcado pela “atenção às pessoas em situação de maior fragilidade”, pelo combate à pobreza e pela defesa da dignidade humana “como expressão de cidadania e de compromisso com a comunidade”, e, durante mais de quatro décadas, “contribuiu para transformar a solidariedade em ações concretas”.
“A vida pública de Eugénio Fonseca deixa um exemplo de cidadania exercida como responsabilidade perante os outros, unindo convicção, humanidade e sentido de bem comum. Ficam o testemunho de serviço à comunidade, às instituições que ajudou a fortalecer e aos que acompanhou, bem como a marca de uma intervenção orientada pela esperança, pelo cuidado e pela dignificação de cada pessoa”, desenvolve António José Seguro, que também recordou a colaboração com a Presidência da República, quando integrou o Conselho das Ordens do Mérito Civil, entre junho de 2014 e março de 2026.
Eugénio Fonseca, que faleceu hoje, aos 69 anos de idade, nasceu em 1957, em Setúbal, era licenciado em Ciências Religiosas, pela Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.
CB
Igreja/Sociedade: Morreu Eugénio Fonseca, antigo presidente da Cáritas Portuguesa
