Meio milhão de pessoas acorrem à cidade para celebração que tem programa semanal, se estende noite dentro e congrega a 24 de junho com momentos religiosos

Fátima, 19 jun 2026 (Ecclesia) – O padre Sérgio Torres, da Arquidiocese de Braga, reconhece a celebração do São João como uma festa de “cariz popular”, “pontuada por momentos religiosos”, mas que hoje ajuda a unir comunidades e a aproximar pessoas.
“Acredito que estas coisas até nos façam muita falta neste tempo em que estamos a falar de tanta falta de alma, de tanta falta de espírito, porque é tudo tão mecânico, é tudo tão artificial, não é? Mais do que nunca fará falta para a nossa convivência social”, assinala à Agência ECCLESIA o Diretor do Secretariado Diocesano de Pastoral na Arquidiocese de Braga.
O responsável reconhece a organização, “em paróquias ou comunidades”, de “novenas de pregação e componentes mais religiosas”, mas fala de uma dimensão na festa social e popular que leva as pessoas a interagir e as coloca em relação.
“Nós conseguimos no adro da igreja, criar um ambiente também de festa que permite desenvolver sentido comunitário. São formas necessárias de irmos ao encontro das pessoas de hoje”, conta.

O responsável assinala a tradição que se foi instituindo de, a cada ano, a paróquia de São Vítor organizar a celebração de São João, no seu espaço comunitário, proporcionando espaço de conhecimento comunitário e de angariação de fundos.
“Estas festas podem ser motivos de evangelização e de purificação. São oportunidades para criarmos uma relação diferente, também nos darmos a conhecer, nos apresentarmos e mostrarmos às pessoas que esta forma de presença no mundo é também uma forma de hospitalidade e acolhimento. Às vezes pode ser visto só para isto, nem que seja para dizer, estamos aqui. A pastoral concretiza-se quando não perdemos uma única oportunidade”, sublinha.
A celebração do São João, na cidade de Braga, tem início dias antes da noite de 23 para 24 de junho, havendo lugar para “novenas”, construção de cascatas, e celebrações litúrgicas que celebram a vida do santo.
“A chamada Capela da Ponta, onde fica a imagem do São João Batista, tem sempre celebração; aproveitamos que o rio Oeste cruza a avenida da Liberdade e ai situa-se uma cascata que recorda o batismo de Jesus por São João Batista e naturalmente que as paróquias interagem com as celebrações religiosas”, traduz.

O padre Sérgio Torres dá conta de “meio milhão de pessoas” que chegam a Braga por ocasião do São João, à procura de uma “festa com muita diversão”.
“A festa é quase de oito dias porque Braga também tem muita vitalidade em termos de música, de festa popular, de arranjos folclóricos, de bandas de música; há um programa mais extenso que vai envolvendo tudo isto, e na própria Avenida de Liberdade, que é uma das avenidas principais da cidade de Braga, numa série de lojinhas vendem produtos e vão provocando grande movimentação”, conta.
“No dia de manhã de São João, há o Cortejo das Ervas, que encena alguns momentos bíblicos, mas depois a grande festa mais religiosa, para além da celebração que é feita nessa capela, São João Batista, no Parque da Ponte, acontece no complexo do Estádio 1º de Maio, e há ainda uma procissão relativa ao São João, essa sim atravessa mesmo o centro da cidade”, apresenta.
A conversa com o padre Sérgio Torres, pároco de São Vítor e Diretor do Secretariado Diocesano de Pastoral na Arquidiocese de Braga, pode ser acompanhada este sábado, no programa ECCLESIA, na Antena 1, pelas 6h.
PR/LS
