D. Armando Esteves alerta para «retrocesso cultural, que, em pleno século XXI, atenta contra a liberdade religiosa»

Fátima, 21 jun 2026 (Ecclesia) – O bispo de Angra apelou hoje, em Fátima, ao fim imediato dos conflitos armados, elegendo a defesa das populações mais frágeis como a principal urgência da Igreja Católica.
“Basta de guerras, de ameaças, de ódios. Basta de pessoas humanas de primeira e de segunda”, declarou D. Armando Esteves, na homilia da Missa da peregrinação nacional da Sociedade Missionária da Boa Nova.
A intervenção sublinhou que a religião não se pode silenciar perante a violência, considerando que “falar em defesa do fraco e do injustiçado é prioridade evangelizadora hoje, por todo o mundo”.
O presidente da celebração evocou os medos provocados pelas atuais “guerras ativas”, lamentando “a falta de acolhimento e digna integração a quem é estrangeiro” ou vítima de injustiças sociais.
Perante os peregrinos na Cova da Iria, o prelado denunciou o “retrocesso cultural, que, em pleno século XXI, atenta contra a liberdade religiosa e promove até perseguições violentas”.
A deslocação para territórios em crise constitui um “testemunho vivo de que a fraternidade universal é possível, mesmo quando os horizontes parecem obscurecidos”, perspetivou.

D. Armando Esteves alertou para os problemas internos das próprias comunidades.
“O individualismo é o óbice à evangelização”, apontou.
“A força reside em viver, partir e anunciar juntos. A vida cristã não é um palco para o brilho solitário, mas um caminho que se aprende a percorrer em conjunto”, acrescentou.
Nos serviços do Santuário estiveram inscritos grupos de Portugal, Espanha e Índia.
OC
