Neste dia “«ompletamente atípico», frei Miguel Castro Loureiro considera que «há um apetite e uma fome de Deus»

Lisboa, 13 jun 2026 (Ecclesia) – Frei Miguel Castro Loureiro disse à Agência ECCLESIA que, hoje, a Igreja de Santo António, em Lisboa, já recebeu “milhares e milhares” de peregrinos num dia “completamente atípico” em relação àquilo que é normal no santuário.
“A festa começou no passado dia 30 – sempre com muita gente e muita afluência de fiéis – mas, hoje, é um dia completamente atípico em relação àquilo que é normal no santuário”, revelou o vigário da comunidade de Santo António, em Lisboa.
“Estamos desde as oito da manhã a receber milhares e milhares de peregrinos, milhares e milhares de fiéis que vêm aqui a Santo António, o Santo de Lisboa, por excelência, a fazer as suas devoções, as suas venerações e, sobretudo, louvar a Deus na Eucaristia”, acrescentou.
Na Igreja de Santo António, em Lisboa, aparecem pessoas de “todo o mundo” para venerar o santo lisboeta.

A universalidade de Santo António é bem visível, todavia, “muitas vezes, se calhar, nem aproveitamos o potencial pastoral que temos nisto, pela atenção que temos de dar a cada peregrino, a cada visitante, que às vezes é o nosso melhor cartão-de-visita”, frisou o frei Miguel Castro Loureiro.
Nesta igreja, a dimensão solidária tem um espaço privilegiado e diário com “uma ação social de muitos milhares de euros por ano”.
“Nós damos ajuda, em géneros alimentícios, a 150 famílias, duas vezes por semana, ao longo de todo o ano” com os donativos dos visitantes da igreja.
Apesar da secularização da cidade, frei Miguel Castro Loureiro considera que “há um apetite e uma fome de Deus” e também “da reconciliação”.

Santo António é “um veículo de conversão e de aproximação a Deus”, acrescenta.
Neste dia de festa, o voluntariado é uma ajuda fundamental.
Um paroquiano de Camarate (Lisboa), Leonel Pires, é um dos voluntários nestes dias da festa do santo lisboeta.
“Uma forma de demonstrar o espírito jovem e a dimensão de servir”, referiu à Agência ECCLESIA Leonel Pires.
Este jovem natural de Cabo Verde revelou que Santo António “é muito conhecido” naquele país lusófono.
HM/LFS
