Após meses de encerramento, desde novembro de 2025, portas reabriram-se numa cerimónia em que esteve presente o bispo diocesano

Viseu, 12 mai 2026 (Ecclesia) – A igreja de Óvoa, na Diocese de Viseu, reabriu portas, no passado domingo, com a participação do bispo de Viseu, D. António Luciano, após cerca de seis meses de encerramento, período em que foi alvo de obras.
O local de culto encerrou depois de a 5 de novembro de 2025 ter sido atingido por um raio, que, de acordo com uma nota enviada à Agência ECCLESIA, provocou “danos significativos numa das torres, comprometendo a estrutura do edifício e a segurança das pessoas”.
A cerimónia de reabertura da igreja iniciou-se com a realização de uma procissão, junto à Capela de Santa Eufémia, onde decorreram as celebrações durante o período em que esteve encerrada, seguindo-se a celebração da Eucaristia, presidida pelo bispo de Viseu.
Na homilia, o bispo agradeceu a todos os que proporcionaram a realização da obra, “partilhando o seu pão”.
“As obras de uma igreja nunca ficarão por se fazer nessa comunidade se houver gente de fé, porque a fé motiva-nos e conduz-nos ao espírito de partilha”, afirmou.
O momento propiciou a D. António Luciano o encontro com a comunidade, tendo deixado um apelo à necessidade de “mais colaboradores” na vida e missão da Igreja.
“Precisamos de os formar, de os reunir e de ser uma Igreja que vai às periferias, como dizia o Papa Francisco, e que se torna construtora da paz e da unidade, como nos recorda o Papa Leão. Todos precisamos uns dos outros”, assinalou.

A celebração contou com a presença do pároco, padre António José Clementino, dos seus colaboradores e os que servem aquela comunidade, além de autarcas da Câmara e Junta de Freguesia, bem como os representantes de associações locais.
Segundo informa a Diocese de Viseu, “as obras representaram um investimento na ordem dos 44 mil euros, valor suportado através da Fábrica da Igreja, da indemnização atribuída pela seguradora e ainda do apoio prestado pelas entidades municipais, sobretudo ao nível do fornecimento de materiais e de mão de obra”.
A intervenção, que já se encontra concluída, incidiu essencialmente na reconstrução da torre e na reabilitação elétrica.
No entanto, a nota dá conta que “subsistem ainda várias necessidades resultantes dos danos provocados pela queda do raio, nomeadamente a aquisição de um novo sistema de som e de sinos, a reparação ou substituição do órgão, bem como a instalação de novos para-raios e respetivos acessórios, removidos na sequência dos estragos causados”.
“Este regresso ao culto representa uma etapa importante no processo de recuperação do templo e na retoma da vida litúrgica habitual”, partilhou o pároco.
O sacerdote deixou também uma palavra de agradecimento e esperança, expressando o seu reconhecimento a todos aqueles que, de diferentes formas, contribuíram para a concretização desta obra.
O padre António José Clementino acredita que, com a colaboração e generosidade de toda a comunidade, será possível levar a cabo as restantes intervenções necessárias para a plena recuperação da Igreja de Óvoa.
LJ/OC
