Bispo diocesana incentiva a «construir um mundo diferente, melhor, de paz»

Foto: Lusa/EPA

Viseu, 02 jan 2023 (Ecclesia) – O bispo de Viseu afirmou que os cristãos, e “todas as pessoas de boa vontade”, são chamados a construir a paz, falando na Missa deste domingo, na qual recordou o Papa emérito.

“Fica-nos o exemplo de um homem bom e de fé, um grande teólogo, mestre, professor universitário, intelectual e letrado em música, um homem, um Bispo, um Papa de elevada cultura teológica, conhecimento científico profundo e de trato afável para com todos”, disse D. António Luciano sobre Bento XVI, na homilia da Solenidade de Santa Mãe de Deus enviada à Agência ECCLESIA.

O Papa emérito faleceu às 09h34 (menos uma em Lisboa) deste sábado, no antigo mosteiro ‘Mater Ecclesiae’, do Vaticano, onde residia desde 2013, após a sua renúncia ao pontificado; O corpo de Bento XVI está exposto para a veneração dos fiéis até ao funeral marcado para esta quinta-feira, sob a presidência do Papa Francisco.

“Passou os últimos anos da sua vida no recolhimento do mosteiro de clausura onde através a oração, da contemplação, do silêncio, do estudo e do sofrimento, soube oferecer a sua vida a Deus pela renovação da Igreja e transformação do mundo”, salientou o bispo de Viseu.

No primeiro dia deste novo ano de 2023, quando a Igreja Católica celebrou a Solenidade de Santa Mãe de Deus e o Dia Mundial da Paz, D. António Luciano explicou que “crescer na justiça e na paz” é um “desafio” que deve ser um “trabalho espiritual contínuo e perseverante ao longo da vida”.

Deus chama os cristãos e todas as pessoas de boa vontade a ser artífices da paz e semeadores da concórdia na Igreja e no mundo”.

O responsável diocesano realça a importância de se serem construtores da paz e mensageiros da esperança “num mundo em profundas mudanças e transformações culturais”, que desafiam a Igreja em caminho sinodal à conversão e à renovação pastoral.

“O sinal negativo da persistência da guerra na Ucrânia e de conflitos armados em tantas partes do mundo, criam uma grande instabilidade no mundo global, que afeta a pessoa humana, a família e os povos empenhados no desenvolvimento do progresso social e na construção da causa da paz”, apontou.

Para D. António Luciano, é preciso confiar de que é possível “construir um mundo diferente, um mundo melhor, um mundo de paz”, é preciso trabalhar pela justiça, concórdia e pela paz, e incentiva a promover ações de paz para “acabar a guerra no mundo”.

A partir da mensagem do Papa para o 56.º Dia Mundial da Paz – ‘Ninguém pode salvar-se sozinho. Juntos, recomecemos a partir da Covid-19 para traçar sendas de paz’, o bispo de Viseu afirma que Francisco convida a “estar despertos, a não ter medo, a não desanimar e a estar vigilantes nas horas mais sombrias, esperando as primeiras luzes da aurora”.

CB/OC

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