Bispo diocesano alertou para os perigos da «idolatria narcisista» e «desprezo dos pobres e fracos»

Vila Real, 18 abr 2019 (Ecclesia) – O bispo de Vila Real pediu hoje aos sacerdotes para não serem motivo de escândalo e seguirem “valores morais, doutrinais, irrenunciáveis e não negociáveis”.

“Não sejamos motivo de queda. Não escandalizemos, nem levemos outros à perdição. Apostemos no valor da vida e da dignidade humana. Há linhas vermelhas, tolerância zero e valores morais e doutrinais, irrenunciáveis, prévios, não negociáveis que têm a primazia e devem ser respeitadas, por todos, sempre, em toda a parte e sem excepção alguma”, afirmou D. Amândio José Tomás na missa Crismal a que presidiu esta manhã na Sé de Vila Real.

Alertou o responsável que a fé exige “mudança de vida: fuga e contrição do pecado, a renúncia à cobiça e sede do poder, pois nem tudo é permitido”.

Advertiu o responsável para a tentação dos “caprichos” que procuram “harmonizar Deus e os desejos”, caindo, depois, na “idolatria narcisista e no desprezo dos pobres e dos fracos”.

D. Amândio Tomás recordou que já o Concílio Vaticano II tinha refletido sobre o divórcio entre “fé e vida”.

“Vivemos num mundo corrupto, hipócrita, farisaico, violento, que escraviza, vende órgãos e pessoas, comete crimes e maus-tratos sexuais e outros, contra menores, mulheres, doentes e um rol de escravizados”.

Pediu o bispo diocesano aos sacerdotes para não esquecerem a oração e a meditação na Palavra de Deus em ordem à “caridade pastoral” e à “caminhada sinodal” em “comunhão”.

“O sacerdote não se aguenta, sem adoração, ascese, meditação e escuta da Palavra. Não vive sem o amor de Deus, sem esperança na vida eterna e sem sequela e imitação de Cristo”, relembrou.

LS

Homilia do bispo de Vila Real na Missa Crismal de Quinta Feira Santa

 

 

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