D. António Augusto Azevedo coloca família e jovens no centro e preparação do centenário em abril 2022

Foto Diocese do Porto, D. António Augusto Azevedo

Vila Real, 03 out 2019 (Ecclesia) – O bispo de Vila Real escreveu uma mensagem por ocasião do início do ano pastoral e convida todos a trabalhar para “uma Igreja diocesana com um rosto novo, acolhedor, alegre e próximo e com um estilo novo, mais evangélico, sinodal e dialogante”.

D. António Augusto Azevedo afirma que ainda está a viver uma “fase de conhecimento da realidade e de ativação das várias estruturas de corresponsabilidade”, por isso, não apresenta um plano pastoral “apenas alguns pontos de orientação para o ano pastoral”.

O bispo de Vila Real informa que em 2019/2020 vão “ter a preocupação” de aplicar as conclusões dos dois últimos Sínodos dos Bispos, sobre a família (2014-2015) e sobre os jovens, a fé e o discernimento vocacional (2018), a partir das indicações do Papa Francisco nas exortações pós-sinodais, ‘Amoris Laetitia’ e ‘Christus Vivit’.

“No caso da família as perspetivas pastorais serão a de anunciar o Evangelho da família e revalorizar o sacramento do matrimónio; cuidar da preparação e celebração do sacramento; acompanhar os casais nos primeiros anos de vida matrimonial”, explica o bispo de Vila Real.

Neste contexto, D. António Augusto Azevedo afirma que sobre as situações ditas “irreguladores”, como é o caso dos recasados, “urge alterar as mentalidades no sentido de os acompanhar, discernir e integrar”.

Já sobre os jovens, o bispo diocesano realça que “representarão uma prioridade da vida” desta Igreja local nos próximos anos, “constituem uma bênção para o mundo e são parte importante da vida da Igreja que precisa da sua presença, do seu entusiasmo e criatividade”.

“Eles são já o presente, pelo que é necessário reconhecer o seu lugar e caminhar com todos, jovens e adolescentes, mais ligados à Igreja ou mais afastados”, desenvolve.

Ao Secretariado Diocesano da Juventude, aos grupos e movimentos, às paróquias e comunidades religiosas, escolas e colégios, pede “uma especial aposta na pastoral com os jovens”, tendo como horizonte a Jornada Mundial da Juventude 2022, em Lisboa.

O atual ano pastoral vai ser também dedicado a preparar a celebração do centenário da diocese, em abril de 2022, e a “sensibilização e motivação” diocesana vai ter como primeiro passo a “auscultação das sugestões e contributos” para a elaboração do programa “mais adequado”.

“Desejaria que fosse também ocasião para refletir e lançar as bases da Igreja que queremos ser neste século XXI”, revela.

D. António Augusto Azevedo nos seus pontos de orientação destaca a celebração do Mês Outubro Missionário Extraordinário, que coincide em Portugal com o encerramento do Ano Missionário, e a canonização de Frei Bartolomeu dos Mártires (1514-1590) – dia 10 de novembro – “outro facto marcante do novo ano pastoral”.

Há três meses na Diocese de Vila Real, o seu bispo explica que teve “oportunidade de conhecer” muitos aspetos da vida desta Igreja, para além de “experimentar a sua vastidão geográfica”, onde contactou com clero, leigos, vários grupos, comunidades e instituições.

“Tem permitido avaliar melhor todas as potencialidades da diocese, a começar pela sua riqueza humana, e também algumas dificuldades e limitações”, acrescentou.

O bispo de Vila Real começa por “renovar o profundo agradecimento” a toda a diocese pelo “acolhimento caloroso” que tem prestado desde o dia da sua tomada de posse, a 30 de junho, na mensagem publicada na página da diocese na rede social Facebook.

CB/PR

 

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