Vida: Plataforma algarvia apelou a «políticas concretas de apoio», e a «uma sociedade mais solidária»

Luís Lopes alertou para «leis cada vez mais permissivas», com «mais mulheres a abortar e mais pessoas a serem mortas através da eutanásia»

Foto: Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Faro, 23 mar 2026 (Ecclesia) – A Diocese do Algarve informa que a ‘Marcha pela Vida’ 2026, realizada em Faro, desafiou a lutar por uma sociedade inclusiva que apoie a maternidade, e as “pessoas em sofrimento” que precisam de “carinho” e de “cuidados paliativos”.

“As leis tornam-se cada vez mais permissivas e há cada vez mais mulheres a abortar e cada vez mais pessoas a serem mortas através da eutanásia”, disse o coordenador da plataforma ‘Algarve pela Vida’, este sábado, dia 21 de março, citado pelo jornal ‘Folha do Domingo’ da Diocese do Algarve.

Luís Lopes apelou a “políticas concretas de apoio” para que exista “uma sociedade mais solidária”, e criticou “à chamada rampa deslizante” em muitos países, salientando que em Portugal “mais de metade dos doentes em 2024, no Serviço Nacional de Saúde, morreram sem terem conseguido ter acesso a cuidados paliativos”.

Com o slogan ‘O povo pró-vida sai à rua’, a ‘Marcha pela Vida’ 2026 realizou-se em 12 cidades portuguesas – Aveiro; Beja; Braga; Bragança; Coimbra; Faro; Guarda; Lamego; Lisboa; Porto; Setúbal; Viseu -; a Federação pela Vida organizou a caminhada com três objetivos, lutar pela dignidade de todos os seres humanos, pela vida desde o momento da conceção até à morte natural, e pelas famílias, informou numa nota enviada à Agência ECCLESIA.

O coordenador da plataforma ‘Algarve pela Vida’ desafiou os participantes da Marcha em Faro a “lutar por uma sociedade inclusiva em que haja apoio à maternidade”, e aos doentes e outras “com muitas dificuldades”, e lembrou que “cada pessoa começou a existir no momento da conceção”.

Segundo este responsável, “por cada cinco nascimentos houve um aborto, 49 abortos por dia”, em 2024, em Portugal, e desses “mais de 17 mil, só 3% é que foram por malformação do feto, perigo de vida para a mãe ou por violação”.

“97% foram apenas a pedido da mulher sem qualquer outra causa. Isto não pode estar certo, não é justo; 28,5% dos abortos que ocorreram em 2024 foram repetições”, acrescentou Luís Lopes, contabilizando ainda que “foram eliminados entre 250 a 300 mil seres humanos”, em Portugal, desde o último referendo ao aborto em 2007.

A caminhada em Faro, realizada pelo terceiro ano consecutivo, contou com cerca de 125 pessoas de vários pontos do Algarve, encabeçados pela Christian Motorcyclists Association (Associação Cristã de Motociclistas), num percurso entre a Escola Secundária João de Deus e o jardim Manuel Bívar, passando pela avenida 5 de Outubro, e pelas ruas de Santo António e de D. Francisco Gomes.

O coordenador da plataforma ‘Algarve pela Vida’ destacou a “importância das organizações pró-vida”, que estão no terreno o ano inteiro “a apoiar a mulher” e salvam “muitas vidas”, enquanto “as clínicas que fazem o aborto não continuam a acompanhar a mulher porque não estão para a apoiar”, mas para “resolver aquela ‘situação’ e acabou”.

No Dia Internacional da Síndrome de Down (21 de março), Luís Lopes referiu também que na Europa “98% das gravidezes em que é detetado síndroma de Down, acabam em aborto”, e considerou que “devia haver era mais apoios do Estado e da sociedade”.

O jornal diocesano ‘Folha do Domingo’ informa ainda que foi lido o testemunho de uma das mulheres ajudada por um grupo de apoio à grávida na procura de trabalho e de habitação, na Marcha pela Vida em Faro que contou com a atuação do grupo musical da CCR Algarve.

A quarta ‘Marcha pela Vida’ no Algarve vai realizar-se no 17 de abril de 2027, em Faro.

CB/OC

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