Francisco assinala 300 anos da fundação da ordem religiosa

Cidade do Vaticano, 19 nov 2020 (Ecclesia) – O Papa pediu à Congregação da Paixão de Jesus Cristo (Passionistas) que mantenha o “compromisso com as necessidades da humanidade” e ajudem “os pobres, os fracos, os oprimidos e os rejeitados”, que apresentou como “os crucificados” de hoje.

“Não deixem de focalizar o vosso compromisso com as necessidades da humanidade. Que este pedido missionário seja dirigido sobretudo para os crucificados do nosso tempo: os pobres, os fracos, os oprimidos e os rejeitados pelas muitas formas de injustiça”, escreveu, na mensagem enviada ao superior-geral dos Passionistas, o padre Joachim Rego.

Na intervenção divulgada pelo portal ‘Vatican News’, Francisco acrescenta que a “implementação desta tarefa exigirá” da congregação religiosa “um esforço sincero de renovação interior que vem da relação pessoal com o Crucificado Ressuscitado”.

“Só os crucificados pelo amor, como o foi Jesus na Cruz, são capazes de ajudar os crucificados da história com palavras e ações eficazes”, assinala.

O Papa explica que “não é possível convencer os outros do amor de Deus apenas por um anúncio verbal e informativo” mas são necessários “gestos concretos” que façam “experimentar esse amor no próprio amor que se doa”, partilhando situações crucificadas, “mesmo gastando as vidas até o fim, deixando claro que entre o anúncio e sua aceitação na fé corre a ação do Espírito Santo”.

A Congregação da Paixão de Jesus Cristo inaugura este domingo um ano jubilar especial com o tema ‘Renovar a nossa missão: gratidão, profecia e esperança’, pelos 300 anos da fundação dos Passionistas, que se prolonga até 1 de janeiro de 2022.

O Papa assinala que as celebrações jubilares “oferecem a oportunidade” de unir-se espiritualmente “com sua alegria pelo dom da vocação recebida para viver e proclamar a memória da Paixão de Cristo, tornando o Mistério Pascal o centro de sua vida”.

Neste contexto, Francisco acrescenta que para que o carisma continue “é necessário fazê-lo aderir às novas exigências, mantendo vivo o poder criativo inicial”.

“Este significativo jubileu representa uma oportunidade providencial para se lançar em novas metas apostólicas, sem ceder à tentação de ‘deixar as coisas como estão’. O contato com a Palavra de Deus em oração e a leitura dos sinais dos tempos em eventos cotidianos, fará com que vocês possam perceber o sopro criativo do Espírito”, desenvolveu.

Francisco incentiva os Passionistas a “identificar novos estilos de vida e novas formas de linguagem” para anunciar o “amor do Crucificado, testemunhando assim o coração de sua identidade”, lembrando que se vive hoje “num mundo onde nada é como era antes”.

Na sua mensagem, o Papa reflete ainda sobre o tema do jubileu, a ‘gratidão’ dos religiosos “é fruto da memória passionista”, a ‘profecia’ é “pensar e falar no Espírito” e a ‘esperança’ é “ver na semente que morre a espiga que produz trinta, sessenta, cem por cento”.

“Trata-se de perceber que nas suas comunidades religiosas e paroquiais, cada vez menores, a ação generativa do Espírito continua, o que nos torna certos da misericórdia do Pai que não nos abandona”, acrescenta Francisco na mensagem que termina com a “bênção Apostólica a toda a família Passionista”, divulga o ‘Vatican News’.

O Jubileu Passionista começa este domingo com a abertura da Porta Santa, seguida de uma Missa, presidida pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, que vai ser transmitida em streaming na conta “passiochristi”, através do Facebook e YouTube.

CB/OC

Vida Consagrada: Congregação dos Passionistas inaugura ano jubilar especial

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