Administração da delegação portuguesa foi reconduzida para um novo triénio

Lisboa, 14 jan 2022 (Ecclesia) – O padre Carlos Miguel Vieira, dos Missionários Monfortinos em Portugal, destacou diversos desafios para esta presença nacional, como a pandemia, a juventude e a partilha da espiritualidade, após a assembleia onde foi reconduzida a administração para um novo triénio.

O sacerdote explicou que a “pandemia” de Covid-19 “está a desafiar” os Missionários Monfortinos mas também “os novos tempos da Igreja”.

“O sínodo também é um ponto muito importante que nos vai orientar o próximo ano, mas também as Jornadas Mundiais da Juventude”, disse o padre Carlos Miguel Vieira, em entrevista, transmitida hoje no Programa ECCLESIA (RTP2).

Segundo o Missionário Monfortino, a espiritualidade da congregação também é um desafio, porque querem, cada vez mais, “partilhar com todos os leigos”.

Neste contexto, o sacerdote destaca que querem “abrir as comunidades” para que as pessoas possam “enriquecer com os seus carismas” e também serem enriquecidas pelos “carismas”, e exemplifica que trocaram o nome do seminário que tinham em Fátima, “porque já não exercia esta função”, para Casa Montfort.

No final de 2021, os membros da Delegação Portuguesa da Congregação dos Padres Monfortinos renomearam a atual administração para um novo triénio, numa assembleia realizada nos dias 28 e 29 de dezembro, em Fátima.

O padre Amílcar Tavares foi reconduzido como superior da Delegação de Portugal, e os padres Luís Oliveira Pereira e Carlos Miguel Vieira, como seus conselheiros.

Segundo o conselheiro nacional, esta é a congregação dos quatro “M’s”: “Messias, Maria, Montfort e missão”.

A Congregação Padres Monfortinos foi fundada por São Luís Maria Grignion de Montfort, em 1712, na França, e estão em Portugal desde 9 de setembro de 1934.

O padre Carlos Miguel Vieira explica que o fundador era “um homem muito inquieto no seu tempo” e depois da ordenação presbiteral, a viver com outros padres numa casa sacerdotal, percebeu que “havia muito conforto, um certo marasmo espiritual”, na casa e que também se verificava no “povo de Deus”.

“Provocou um desejo de renovação, interior, eclesial e do povo de Deus; O que caracteriza é este tom mariano e a missão em si. Estamos em mais de 30 países para evangelizar, para promover a dimensão humana nas suas várias vertentes”, acrescentou, realçando que outro elemento que caracteriza esta espiritualidade é o “amor à sabedoria”.

Para falar sobre a sua pegada vocacional, o padre Carlos Miguel Vieira usa a imagem de uma “árvore”, que tem “raízes em Angola”, o tronco na Holanda onde conheceu os Padres Monfortinos, quando “estava a estudar”, os ramos estão em Portugal, e as folhas em comunidades na Itália, Brasil e na França.

HM/CB/OC

 

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