Padre Pedro Fernandes assume congregação durante três anos e o padre Tony Neves aguarda colocação em «linha da frente de missão»

Foto: João Cláudio Fernandes

Lisboa, 21 jul 2018 (Ecclesia) – O Padre Pedro Fernandes, novo provincial dos Espiritanos, disse hoje ser necessária “renovação e coragem” para que a congregação continue a caminhar respondendo aos “desafios de sempre”.

“Muitos membros da nossa congregação envelheceram e isso é uma riqueza e uma experiência e mais-valia acrescida; precisaríamos ter mais gente jovem. O importante é conjugar sinergias para que todas estas forças vivas se tornem verdadeiramente num grande movimento evangelizador a partir do nosso carisma e em resposta às necessidades e desafios da Igreja”, afirmou o novo provincial à Agência ECCLESIA.

Eleito para os próximos três anos, o provincial dos Missionários do Espírito Santo afirma que este trabalho é um desafio ao “serviço de comunhão” e de escuta, pois “única liderança é Jesus”.

“Um desafio de animação, de trabalho com os irmãos na congregação e todos os membros da família espiritana. É um trabalho de serviço de comunhão e à coesão e crescimento juntos, à busca de novos caminhos, à escuta do Espírito e aos caminhos que ele nos coloca”.

O padre Pedro Fernandes afirma a importância da ajuda mútua, “cada um no seu lugar e no serviço próprio que lhe é pedido” em ordem ao discernimento, à procura e “à escuta”.

“Os grandes desafios andam à volta da renovação, da descoberta de respostas e novos caminhos para a evangelização do mundo de hoje. Somos essencialmente missionários e queremos continuar a ser”, deu conta o novo provincial durante o dia em que a congregação intervala o Capítulo, que decorre na Torre d’Aguilha, e se abre aos leigos.

O provincial cessante, o padre Tony Neves assinala, à Agência ECCLESIA, o “fim de ciclo” na sua missão de “25 anos” ao serviço dos missionários espiritanos.

“O meu tempo foi para segurar as pontas da missão fortíssima que temos e para redefinir a missão espiritana em Portugal, e dos portugueses fora de Portugal”, explica, assumindo a necessidade de uma “reconfiguração” da missão “sem implicações, necessariamente, geográficas”.

“Tentámos durante este tempo manter viva a missão que tínhamos, que é muita, pois desajustada para a nossa idade e para a nossa quantidade. Era urgente redimensionar. É a palavra chave deste capítulo que agora termina”.

O sacerdote, formado em comunicação social, aguarda, dos seus superiores, autorização para “regressar a uma linha da frente de missão”.

PR/LS

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