D. João Lavrador incentivou diocese a «imitar» Nossa Senhora da Assunção, a sua padroeira


Viana do Castelo, 16 ago 2022 (Ecclesia) – O bispo de Viana do Castelo afirmou que a diocese se “sente agraciada” pelo “privilégio” de ter Nossa Senhora da Assunção como sua padroeira e também “estimulada” a imitá-la, alertando que o mundo “clama pela intervenção de Deus”.

“De olhar fixo em Maria, acolhamos esta dinâmica de justiça e ternura, de contemplação e de caminho para os outros que faz d’Ela um modelo eclesial para a evangelização”, pediu D. João Lavrador, esta segunda-feira, na Eucaristia que presidiu na Sé.

Na homilia enviada à Agência ECCLESIA, da solenidade litúrgica da Assunção de Maria, padroeira da Diocese de Viana do Castelo, o bispo diocesano salientou que “envolvidos” por este mistério são motivados para a renovação de cada pessoa, “à transformação evangélica das comunidades cristãs e à humanização da cultura e da sociedade”.

“Os tempos de hoje continuam marcados por esta guerra, que confronta povos, que vitima inocentes, que destrói nações que domina os mais frágeis e humildes. Mas igualmente esta luta permanece na Igreja que tem de enfrentar adversidades, incompreensões, sectarismos, ideologias secularistas e tantos outros ataques que sentimos todos os dias”, explicou.

D. João Lavrador salientou que é a pessoa humana que “está no epicentro” da luta e que mais sofre com o “conflito entre o mal e o bem”, entre o caminho do amor e da verdade e as sendas da mentira e da falsidade.

Segundo o responsável da diocese católica do Alto-Minho, o mundo hoje está mergulhado em tristeza, em solidão, “gritando por justiça, amordaçado nos valores fundamentais da dignidade humana”, prisioneiro de egoísmos e destruidor de sonhos de paz, de bondade, de fraternidade, “que clama pela intervenção de Deus”.

“Perante o mundo concreto dos nossos tempos tenhamos a coragem, com verdadeira fé cristã, operativa, moldada pelo amor e animada pela verdadeira Esperança de irmos ao encontro dos nossos irmãos que esperam no cumprimento do que a nossa fé transporta”, desenvolveu.

Na celebração da padroeira da Diocese de Viana do Castelo, e a partir das leituras deste dia, D. João Lavrador salientou que, “fascinada pelo Mistério do Amor de Deus que lhe foi comunicado”, a Virgem de Nazaré partiu apressadamente ao encontro de Isabel, que é a mesma atitude e a mesma força que o encontro com Jesus Cristo “deve despertar” em cada, hoje, “perante um mundo necessitado do anúncio da Boa Nova e de gestos de autêntica libertação”.

O bispo diocesano recordou que o Papa Francisco apresenta Maria de Nazaré “como a Mãe da Evangelização” – «Ela é a Mãe da Igreja evangelizadora e, sem Ela, não podemos compreender cabalmente o espírito da nova evangelização» – na Exortação Apostólica ‘Evangelii Gaudium’ (A Alegria do Evangelho).

A Igreja Católica assinala esta segunda-feira a solenidade litúrgica da Assunção de Maria, um dogma solenemente definido pelo Papa Pio XII em 1 de novembro de 1950 e celebrado há vários séculos, numa data que é feriado em Portugal.

CB/OC

 

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