«O segredo da juventude na Igreja é viver a Evangelização em grupo», referiu D. Anacleto Oliveira no «Campus da Evangelização»

Viana do Castelo, 21 mai 2019 (Ecclesia) – O bispo de Viana do Castelo disse aos jovens que “há uma preparação espiritual”, para “além da preparação logística”, para a Jornada Mundial da Juventude, o “maior acontecimento da história da Igreja”, que Portugal vai receber em 2022.

“Faltam três anos, dois meses e alguns dias para a próxima Jornada Mundial da Juventude e além da preparação logística, há uma preparação espiritual da qual nenhum cristão, jovem ou menos jovem, se deve sentir dispensado”, afirmou D. Anacleto Oliveira, este domingo, na Sé.

Na Eucaristia de encerramento do evento diocesano ‘Campus da Evangelização’, o bispo de Viana disse que “o segredo da juventude na Igreja é viver a Evangelização em grupo” e com aquilo que se pretende fazer lá para fora.

“Fiz o convite aos jovens de convidar outros a participarem na próxima Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa”, adiantou, salientando que “é preciso «jovens a evangelizar jovens»”, como disse o Papa Francisco.

Num comunicado enviada hoje à Agência ECCLESIA, o Secretariado Diocesano de Comunicação Social de Viana do Castelo informa que participaram no encontro cerca de 500 jovens das Dioceses de Viana do Castelo, Braga, Porto e Aveiro.

O ‘Campus da Evangelização’ é um Fórum Intergeracional de formação, de reflexão, de oração, de convívio e de evangelização, que a Diocese de Viana do Castelo promoveu este sábado e domingo, no Centro Pastoral Paulo VI, em Darque.

“É bonito ver pessoas de todas as idades a entender-se e a colaborar como cada um é, com as suas diversidades, mas que conseguem criar uma unidade e é aí que temos a Igreja”, destacou D. Anacleto Oliveira, na Missa que encerramento.

Do programa destaca-se o testemunho e o concerto da banda de rock italiana ‘The Sun’ – Francesco Lorenzi, Riccardo Rossi, Matthe Reghelin, Gianluca Menegozzo e Andrea Cerato – que passou do punk rock para a música de mensagem cristã.

“O trabalho da Pastoral Juvenil é de acompanhamento, de cativar e de acolher e o testemunho que os “The Sun” deixaram no Campus é exemplo disso”, realçou o diretor do Secretariado da Pastoral Juvenil de Viana do Castelo.

Segundo o padre Domingos Meira, o Campus é “uma pequena vitamina” na vivência em Igreja que procura “despertar, não só naqueles que vieram, mas nos outros que vão ouvir falar sobre o encontro” e a Igreja tem que “falar, falar, falar, pregar, pregar, pregar” para que alguns jovens “ouçam e um deles vai fazer ouvir o outro, tal como Francesco, o vocalista da banda, fez com os amigos”.

O primeiro dia do ‘Campus da Evangelização’ foi dedicado aos jovens, catequistas, escuteiros, animadores, grupos da pastoral juvenil e os estudantes da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), que são “20 mil alunos no ensino público”; Para além do Secretariado da Pastoral Juvenil, a organização envolveu o Secretariado de Catequese e a disciplina de EMRC.

“É importante que os jovens encontrem um sentido para a sua vida, que os dignifique e os faça sentir felizes e, para isso, é preciso que a Igreja ofereça várias perspetivas de estar em Igreja e caminhe ao lado de cada um para que, com aquilo que vamos transmitindo e testemunhado, possa, adequadamente, ser assertivo e ponderado na sua decisão, para que encontre a verdadeira felicidade no sentido com sentido”, referiu a diretora do Secretariado de EMRC, a professora Lígia Pereira.

A Diocese de Viana do Castelo já dinamizou outros encontros intergeracionais, como o ‘Campus Misericordiae’, em 2016, no ano seguinte o ‘Campus Laetitiae’, e o ‘Campus da Gratidão’, em 2018.

CB/OC

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