D. João Lavrador reforçou proposta de criação de fundo solidário permanente

Viana do Castelo, 19 fev 2026 (Ecclesia) – O bispo de Viana do Castelo advertiu contra uma religiosidade de aparência, desafiando os católicos a viverem uma verdadeira conversão interior no caminho para a Páscoa.
“Há duas maneiras de viver este tempo: para sermos vistos ou para, no silêncio, deixar que Deus transforme o nosso coração”, alertou D. João Lavrador, na celebração da Quarta-feira de Cinzas, sublinhando o chamamento a uma atitude de coerência profunda entre os gestos exteriores e a fé.
Segundo nota divulgada pela diocese do Alto Minho, o responsável católico evocou o apelo bíblico a “rasgar o coração e não as vestes”.
“Ele [Jesus] não fica na morte. Ressuscita. E oferece-nos essa ressurreição a todos nós”, lembrou o bispo diocesano.
João Lavrador apontou este tempo como uma oportunidade para os cristãos participarem numa “vida nova”, através das tradicionais práticas da oração, da esmola, do jejum e da abstinência.
“Somos embaixadores de Cristo”, recordou o bispo de Viana do Castelo, citando São Paulo para reforçar a exigência de uma atitude proativa na sociedade.
“A paz e a fraternidade não se alcançam sem reconciliação”, acrescentou.
A celebração serviu também para recordar a criação de um fundo solidário permanente na cidade, capaz de acudir de forma mais célere a famílias carenciadas e emergências locais ou internacionais.
A proposta diocesana prevê canalizar os contributos da renúncia quaresmal para essa bolsa de apoio contínuo.
“A renúncia não é para acumular, é para partilhar”, defendeu D. João Lavrador.
A Quarta-feira de Cinzas marcou o início da Quaresma no calendário católico, correspondendo a um período de quarenta dias de preparação para a Páscoa, que este ano se celebra a 5 de abril.
OC
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