Verão: Diocese da Guarda propôs aos jovens um campo de férias diocesano, antes da Jornada Nacional da Juventude «Rejoice»

Rita Loureiro destaca «grande vontade de congregar a diocese», e que os jovens têm participado em algumas iniciativas

Foto Agência ECCLESIA/CB

Guarda, 14 jul 2026 (Ecclesia) – O Departamento Diocesano da Pastoral Juvenil, Universitária e Vocacional (DPJUV) da Guarda propõe o campo de férias ‘Missão Play’, que “acaba por ser uma das melhores propostas” para estarem com os jovens, e a jornada nacional ‘Rejoice’ este verão.

“A Diocese da Guarda está a apresentar uma proposta que leva toda uma semana. Nós vamos ter um campo de férias nos dias que antecedem o ‘Rejoice’. Achámos que era uma maneira de levar jovens que já estão entusiasmados por uma semana inteira juntos, por uma semana inteira com Cristo, com os outros, com convívio, e, a partir daí também poderem eles próprios chamar outros que queiram ir até o Rejoice”, disse a coordenadora do DPJUV, em declarações à Agência ECCLESIA.

O Departamento da Pastoral Juvenil, Universitária e Vocacional da Diocese da Guarda vai realizar mais uma edição do seu campo de férias ‘Missão Play’, para jovens dos 14 aos 25 anos, entre 19 e 25 de julho, em Alfaiates, no concelho do Sabugal.

“É uma proposta que tem sido apresentada nos últimos anos, e no pós-jornadas ganhou ainda alguma força, em que juntamos os jovens numa localidade diferente da diocese, uma localidade que apresente uma praia fluvial, que é a nossa realidade de praia, mas que apresente também um sítio fechado para estarmos todos juntos, para podermos acampar, ter as nossas tarefas domésticas, onde cada um contribui um bocadinho, e para podermos apresentar Cristo aos jovens de uma maneira um bocadinho diferente”, explicou Rita Loureiro.

A responsável pelo setor da Pastoral Juvenil da Guarda destaca que apresentam Cristo aos jovens através das pessoas das localidades onde realizam o campo de férias, com quem convivem, “através da Eucaristia com a comunidade, que é um momento muito importante”, mas também através das dinâmicas de grupo, da presença do bispo diocesano D. José Pereira, “e naquilo que são as orações diárias”.

Segundo Rita Loureiro, esta “acaba por ser uma das melhores propostas” da DPJUV neste período das férias de verão, com as férias escolares, porque “faz com que haja sentido de pertença, que, se calhar, numa atividade de um dia não há tanto”, e também faz com que os jovens queiram participar e que no ano seguinte queiram levar “mais um amigo”.

“Há mais vontade de participar, há mais tempo livre, e há esta vontade de poder, ainda que haja muitas festas e muitas coisas, de poder ocupar uma semana de maneira diferente, e de mostrar também que os jovens não pensam só em festas, mas que querem algo um bocadinho mais espiritual”, acrescentou.

Do campo de férias ‘Missão Play’, o DPJUV vai levar os seus jovens para a Jornada Nacional da Juventude ‘Rejoice’, que nasceu na sequência da JMJ Lisboa 2023; esta segunda edição decorre em Lamego, de 24 a 26 de julho, e a Diocese da Guarda inscreveu “cerca de 50 jovens”, mas acreditam “que haverá mais” na terceira fase de inscrições.

“Podermos participar nestes eventos, estar com outros jovens, podermos sentir um bocadinho a alegria do que foi a jornada, viver outra vez a vigília, ainda que não igual, poder viver também uma Eucaristia de Envio com todos os jovens, e, ao mesmo tempo, ter momentos de ‘Rise-Up’ e concertos, faz com que dê para reviver um bocadinho, ainda que não muito, aquilo que foi a jornada e que foi tão importante para todo o país”, destacou Rita Loureiro.

Das duas atividades propostas pelo DPJUV, os jovens da Diocese da Guarda podem optar por participar em ambas as iniciativas, ou apenas em um, no Campo de Férias ou no Rejoice.

CB/OC

Foto: Agência ECCLESIA/LJ (Rejoice 2024)

A coordenadora do DPJUV explica que a Diocese da Guarda “é muito dispersa” e isso reflete-se nos jovens, “na dificuldade que têm de ir de uns lugares para os outros”, mas estão a fazer um caminho e, a partir da pós-Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023, “houve uma grande vontade de congregar e os jovens têm conseguido juntar-se em algumas iniciativas”.

“Também estamos a tentar ir ao encontro dos jovens, a Pastoral Juvenil este ano andou a fazer uma ‘tour arciprestal’, indo a todos os arciprestados, conhecer melhor a realidade de cada lugar e, a partir daí, convidar também para aquelas atividades diocesanas que são para congregar todos num sítio só”, explicou.

Neste contexto, observou que “não é fácil chamar muitos jovens com idades de universidade”, porque a maioria estuda fora, mas as atividades de fim de semana conseguem juntar “alguns jovens”, e o dia diocesano foi a “atividade que mais congregou, teve cerca de 250 jovens”.

Sobre esse ‘tour arciprestal’, Rita Loureiro afirma que está a ser “bom porque há um grande desconhecimento” da existência de “um departamento que trabalha com os jovens”, e “uma das partes” é quando sugerem atividades “que gostassem que a diocese lhes apresentasse” e, a seguir, percebem que a diocese já as organiza.

Os jovens querem ter protagonismo na Igreja, e esta também quer que eles sejam protagonistas, Rita Loureiro, que faz parte da Comissão Sinodal da Guarda, acredita que “do lado da Igreja diocesana há esta vontade de poder dar abertura aos jovens”, e também da parte do seu bispo, D. José Pereira, “há uma vontade de poder dar algum papel aos jovens”.

“Os jovens estão a querer ter o seu lugar, não sentem bem como assumir o compromisso ainda, é uma dificuldade que temos, mas quando é algo que os entusiasma, que cativa, eu acho que eles estão a querer ter esse papel, e sem medos de dar um pouco mais de si, de tornar a Igreja um bocadinho mais alegre, e também contribuir e ter a sua responsabilidade”, acrescentou a coordenadora da Pastoral Juvenil.

Três anos após a edição internacional da Jornada Mundial da Juventude em Portugal, a JMJ Lisboa 2023, Rita Loureiro recorda que organizaram um “‘after-JMJ’ para os jovens que tinham estado presentes”, para perceberem que continuavam “ativos na diocese”, e têm percebido que o mais visível são os grupos de jovens, “nasceram vários em pequenas terras”

“E esses grupos de jovens estão a começar o seu caminho, tendo sempre um ou outro elemento que saíram das Jornadas Mundiais da Juventude, ou que participaram enquanto animadores e estão a dinamizar grupos de jovens nas suas localidades”, explica.

A coordenadora do Departamento Diocesano da Pastoral Juvenil, Universitária e Vocacional acrescentou que veem “uma grande vontade de querer participar com o grupo” nas atividades do DPJUV, e, mesmo não sendo tantos quanto gostariam de ter, “mas surgiram pelo menos uns 10 grupos no Pós-Jornadas”, e estão a fazer esse caminho.

 

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