Venezuela: Presidente da Fundação AIS Internacional vai visitar país para manifestar solidariedade após sismos

Regina Lynch vai deslocar-se a Caracas e La Guaira, as dioceses mais afetadas pelos abalos

Foto: Lusa/EPA

Lisboa, 06 jul 2026 (Ecclesia) – A presidente da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) Internacional, Regina Lynch, vai visitar esta terça-feira a Venezuela para manifestar solidariedade para com à Igreja local e as comunidades atingidas pelos sismos, divulgou o secretariado português.

“Vamos agora à Venezuela para mostrar pessoalmente que a Igreja local não está sozinha perante a tragédia, para expressar a nossa solidariedade para com as pessoas que estão a sofrer e para lhes levar as mensagens de proximidade de todos os nossos benfeitores”, afirmou a responsável, numa nota enviada à Agência ECCLESIA.

Os terramotos de 24 de junho, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos; o último balanço oficial aponta para 3.342 mortos, incluindo 96 portugueses e lusodescendentes.

Regina Lynch vai visitar a Arquidiocese de Caracas e a diocese de La Guaira, as mais afetadas pelos abalos, para conhecer em primeira mão as suas necessidades e transmitir pessoalmente o apoio espiritual e material da fundação.

Tendo em vista o apoio à resposta imediata da Igreja local, que está a acompanhar as famílias afetadas e a dar resposta às necessidades mais urgentes, a Fundação AIS Internacional aprovou um pacote inicial de ajuda de emergência no valor de 100 mil euros.

A responsável destaca que o apoio fornecido pela instituição faz parte da identidade e do carisma da missão da AIS: “Quando há uma crise, quando há uma necessidade, eles [benfeitores] dão um passo em frente e demonstram a sua generosidade, não só com ajuda financeira, mas também com a sua proximidade e oração pela Igreja que sofre. Estou-lhes profundamente grata”.

Natural da Irlanda do Norte, Regina Lynch, tem experiência em primeira mão da missão da AIS e da realidade das Igrejas em sofrimento desde 1980, tendo estado vários aos à frente do departamento de projetos da instituição, tornando-se presidente em junho de 2023.

Esta não é a primeira vez que a presidente da fundação representa a AIS, visitando comunidades após catástrofes.

“Já estive noutros locais afetados por catástrofes ou situações repentinas de guerra. Penso, por exemplo, na invasão da Planície de Nínive pelo ISIS em 2014, no Iraque, quando lá fomos apenas alguns dias depois de o acontecimento ter ocorrido”, lembrou a responsável.

“Para nós, é muito importante mostrar que a AIS e os seus benfeitores não se esquecem daqueles que sofrem”, referiu, acrescentando que “é também importante poder dar testemunho do sofrimento e das necessidades daqueles que se encontram no meio destas terríveis tragédias”.

Embora o impacto da catástrofe, Regina Lynch destaca a força da fé do povo venezuelano e a proximidade da Igreja às comunidades afetadas.

“A Venezuela, apesar deste terrível terramoto, tem a bênção de ter um povo de fé e uma Igreja muito próxima da população. E é precisamente aí, mesmo perante algo que parece humanamente insuperável, que encontramos esperança”, disse.

A presidente da FAIS Internacional indica que é necessário “manter a esperança de que tempos melhores virão e de que este sofrimento não será em vão”, pedindo orações para que a sua viagem dê frutos.

O Papa não tem sido indiferente à catástrofe na Venezuela, tendo voltado a recordar este domingo as vítimas dos sismos, data em que o país celebrou o seu Dia da Independência.

“Recordo sempre nas minhas orações as vítimas do terramoto e todo o povo venezuelano: que o Senhor o sustente neste momento tão difícil”, disse, Leão XIV, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação do ângelus.

LJ/OC

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