Fogo em Bordéus foi dado como controlado, após uma semana de destruição

Paris, 29 jul 2026 (Ecclesia) – A Conferência Episcopal de França (CEF) apelou à disponibilização das infraestruturas católicas para acolher as populações deslocadas pela vaga de incêndios e intempéries no país.
“A todas as pessoas afetadas por estas catástrofes e forçadas a evacuar as suas casas, àquelas que perderam os seus bens ou o fruto do seu trabalho, aos bombeiros feridos, bem como às famílias daqueles que ofereceram a sua vida, queremos expressar a nossa proximidade”, assinalou a presidência do episcopado.
O incêndio em Bordéus, que queimou cerca de 42 mil hectares durante a última semana, foi dado como controlado pelas autoridade francesas durante a madrugada desta quarta-feira; o fogo provocou 220 mil desalojados na área do incêndio.
Os responsáveis encorajaram o clero local a manter os edifícios religiosos de portas abertas para providenciarem um “refúgio de frescura” perante as temperaturas extremas.
“As salas paroquiais podem igualmente tornar-se lugares de acolhimento para as pessoas deslocadas, a fim de lhes oferecer o descanso, o conforto e a ajuda concreta de que necessitam”, instou a CEF.
O comunicado oficial sublinhou ainda o impacto das tempestades de granizo de “violência excecional” no interior do território francês, alertando para a situação dos agricultores que ficaram “desprovidos face ao desaparecimento das suas culturas”.
Os bispos exortaram as comunidades locais a organizarem-se para “redobrar de atenção” e manifestar uma “presença fraterna” perante os cidadãos idosos, doentes ou em situação de isolamento.
A zona turística da Baía de Arcachon concentra um dos focos mais ativos das últimas semanas, estimando-se que cerca de três mil portugueses e lusodescendentes tenham sido transferidos para abrigos governamentais.
OC
