Venezuela: Igreja anuncia plano de ajuda prolongada às vítimas dos sismos

D. Jesús González de Zárate destaca dimensão da tragédia

Foto: Lusa/EPA

Lisboa, 14 jul 2026 (Ecclesia) – O presidente da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) anunciou a criação de um programa de apoio humanitário a longo prazo para responder às consequências dramáticas dos sismos que atingiram o país.

“A tragédia é de tal magnitude que não se limita à assistência inicial que prestámos nos últimos dias”, alertou D. Jesús González de Zárate Salas.

O arcebispo de Valência exigiu uma resposta sustentada da sociedade para superar a fase atual de contingência.

“Desenvolveremos um programa abrangente de iniciativas e atividades para continuar a apoiar e acompanhar os nossos irmãos e irmãs”, assinalou, numa intervenção divulgada pela CEV.

O apelo foi lançado durante uma visita ao armazém central da Cáritas local, onde o responsável sublinhou o sofrimento provocado pela catástrofe.

“Muitas famílias perderam os seus filhos e filhas, muitas pessoas ficaram feridas, muitas perderam as suas casas, os seus empregos, os seus locais de estudo”, lamentou o arcebispo.

A intervenção eclesial foi acionada imediatamente nas comunidades costeiras de Carabobo e La Guaira através da distribuição de alimentos e medicamentos.

“A solidariedade demonstrada ao longo destes dias, uma expressão de caridade cristã, é uma fonte de conforto e força para todos nós”, reconheceu o líder católico.

O presidente da CEV terminou a sua intervenção desafiando as empresas, instituições e escolas a manterem o fluxo de donativos para a rede assistencial.

“Convido também todo o povo de Carabobo a continuar a apoiar a Cáritas Valência no belo e generoso trabalho que tem vindo a realizar”, exortou D. Jesús González de Zárate Salas.

O território venezuelano foi atingido no passado dia 24 de junho por dois sismos consecutivos com magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala de Richter.

O balanço oficial provisório contabiliza 4561 vítimas mortais e mais de 16 mil feridos em consequência da catástrofe.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou a morte de 116 cidadãos portugueses ou lusodescendentes, registando ainda 53 pessoas desaparecidas.

OC

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