Comissão Justiça e Paz pede fim da repressão, em momento de tensão no país

Caracas, 03 mai 2019 (Ecclesia) – A Comissão Justiça e Paz da Igreja Católica na Venezuela condenou o uso de “força letal”, por parte das autoridades de segurança, contra os manifestantes que há vários dias saem à rua no país, pedindo o fim da repressão.

Segundo o organismo episcopal, as manifestações que decorreram de 30 de abril a 2 de maio de 2019, “o que deixou o infeliz equilíbrio de provocaram quatro mortes, 240 pessoas detidas e mais de 300 feridos.

Os bispos falam ainda em ataques à liberdade de imprensa e condenam um ataque na igreja de Nossa Senhora de Fátima, Diocese de San Cristóbal.

A mensagem deixa um apelo à Guarda Nacional Bolivariana, aos serviços secretos e aos “coletivos”, sublinhando que quaisquer “ações criminosas, de violência e repressão nas manifestações são contrárias às obrigações de respeito e garantia dos Direitos Humanos contemplados na Constituição venezuelana e violam tratados internacionais”.

As obrigações relativas ao respeito pelos direitos civis e políticos, como o direito à vida e a integridade pessoal, o direito de manifestar-se, o devido processo e a livre expressão do pensamento são invioláveis e que qualquer violação destes pode resultar em crimes que são imprescritíveis e não podem ser justificados pela obediência devida”.

O presidente interino da Venezuela apelou à população para que se manifeste este sábado, de forma pacífica, junto às bases militares.

Juan Guaidó defende a necessidade de afastar o Governo de Nicolás Maduro e marcar eleições livres.

OC

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Publicado por Conferencia Episcopal Venezolana em Sexta-feira, 3 de maio de 2019

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