Iniciativa contou com mais de 80 mil participantes, incluindo 325 elementos portugueses

Foto: Serviço Nacional de Acólitos

Cidade do Vaticano, 03 ago 2018 (Ecclesia) – A 12.ª Peregrinação internacional de Acólitos, que reuniu no Vaticano mais de 80 mil participantes de 18 países, incluindo 325 portugueses, terminou hoje com destaque para as mensagens de encorajamento transmitidas pelo Papa aos jovens e adolescentes.

“O incentivo que o Papa Francisco deixou a todos, para trabalharem a favor da paz, a começar por cada um e nas suas famílias, será sem dúvida a mensagem mais forte que os jovens levarão para casa”, salienta o presidente da “Coetus Internationalis Ministrantium”, associação europeia de acólitos responsável pela organização da iniciativa.

Para o cardeal Ladislav Nemet, o evento que decorreu ao longo desta semana foi sobretudo uma oportunidade de “comunhão” entre acólitos de diversas realidades, e com Francisco, que “esteve sempre presente com o seu afeto e a sua oração”.

Aquele responsável católico recorda em particular um momento durante a audiência pública de quarta-feira, na Praça de São Pedro, em que o Papa argentino pediu um minuto de silêncio aos jovens.

“Para mim foi a primeira experiência que tive deste género, com quase 90 mil pessoas em silêncio, em comunhão com a Igreja, a demonstrar que Deus age no coração de todos nós”, salientou.

Subordinada ao tema ‘Procura a paz e segue os seus passos’, esta peregrinação internacional de acólitos contou com mais de 300 jovens e adolescentes provenientes de Portugal, acompanhados pelo presidente da Comissão Episcopal para a Liturgia e Espiritualidade, D. José Cordeiro, e pelo diretor do Serviço Nacional de Acólitos, padre Luís Leal.

O sacerdote destacou, em declarações à Agência ECCLESIA, a intenção dos participantes em mostrarem ao Papa e à Igreja “que os acólitos, nas suas comunidades, nas suas famílias, na sua paróquia e diocese, querem ser este sinal da paz e por isso buscam a paz no seu dia-a-dia”.

Como já foi referido, foram 18 os países representados neste encontro internacional: além de Portugal, também Antígua e Barbuda, Áustria, Bélgica, Croácia, República Checa, França, Alemanha, Hungria, Luxemburgo, Roménia, Rússia, Sérvia, Eslováquia, Suíça, Ucrânia, Reino Unido, EUA.

D. José Cordeiro destacou a oportunidade dos mais novos experimentarem a vitalidade da Igreja Católica, no coração desta, no Vaticano, e a importância da presença numerosa de acólitos portugueses.

“É uma enorme alegria e experiência da catolicidade da Igreja e a presença tão numerosa de acólitos portugueses veio sublinhar ainda mais”, referiu o bispo de Bragança-Miranda, que ligou o tema do encontro à vocação que cada cristão tem dentro de si, para a busca da santidade.

Foto: DR

Ao longo destes dias, foram várias as oportunidades que os acólitos portugueses, e os responsáveis que os acompanharam, tiveram em estar com o Papa, de interpelar Francisco e mesmo deixar-lhe alguma lembrança.

Como a jovem Ana Carolina, da Paróquia de São Romão, na Arquidiocese de Évora, que durante a audiência perguntou a Francisco como é que os acólitos podem viver mais o espírito de “serviço” e missão, na Eucaristia.

E também o padre Hélder Gonçalves, diretor do Serviço de Acólitos da Diocese do Funchal, que teve ocasião de entregar ao Papa uma camisola do respetivo organismo.

Um momento de “grande emoção”, partilhou o sacerdote, através das redes sociais.

Para a comitiva portuguesa, a 12.ª Peregrinação Internacional de Acólitos terminou com uma celebração especial ao fim da tarde desta quinta-feira, na igreja de São Tarcísio, padroeiro dos acólitos, precedida de uma visita às Catacumbas de São Calisto.

JCP

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