D. José Cordeiro destaca «enorme alegria e experiência da catolicidade da Igreja»

Cidade do Vaticano, 01 ago 2018 (Ecclesia) – O presidente da Comissão Episcopal de Liturgia e Espiritualidade disse hoje que os acólitos portugueses “se manifestaram em grande força” nos encontros com o Papa Francisco que decorreram durante a sua peregrinação internacional, em Roma.

“Os jovens que colaboram na Liturgia, especialmente os acólitos, sentiram esta interpelação porque a paz e a liturgia andam de mãos dadas. Toda a celebração da liturgia, e de modo especial a Eucaristia, é para colher esses frutos de união e paz””, referiu D. José Cordeiro, em declarações à Agência ECCLESIA, após a audiência pública de quarta-feira com o Papa.

Com mais de 60 mil participantes, onde se contam 325 portugueses, a maior delegação nacional de sempre, a Peregrinação Internacional de Acólitos a Roma tem como tema ‘procura a paz e segue os seus passos’.

“É uma enorme alegria e experiência da catolicidade da Igreja e a presença tão numerosa de acólitos portugueses veio sublinhar ainda mais”, afirmou D. José Cordeiro, que esta terça-feira viveu essa experiência “no meio deles, nas filas, com o calor como está em Roma”, para entrar na Praça de São Pedro.

Para além de Portugal, a Peregrinação Internacional de Acólitos a Roma 2018 conta com mais 17 países registados oficialmente: Antígua e Barbuda, Áustria, Bélgica, Croácia, República Checa, França, Alemanha, Hungria, Luxemburgo, Roménia, Rússia, Sérvia, Eslováquia, Suíça, Ucrânia, Reino Unido, EUA.

Já o diretor Serviço Nacional de Acólitos (SNA) afirma que tem sido um “ambiente de festa, de grande alegria, de grande vivência, de jovialidade” e de encontro entre nações.

“Mostrar também que entre os acólitos, entre os jovens, quando se quer fazer festa, não há barreiras e a paz pode acontecer”, realçou o padre Luís Leal.

Para o bispo de Bragança-Miranda “é bonito fazer esta experiência inteira com os jovens e levá-los a sério” e assinalou que o Papa “também provocou muitos os jovens” dizendo que o “caminho de santidade não é para os jovens preguiçosos, é para jovens corajosos”.

Aos acólitos portugueses guiados pelo Bispo D. José Cordeiro, encorajando-vos a apostar em ideais grandes de serviço, que engrandecem o coração e tornam fecundos os vossos talentos”, disse hoje o Papa Francisco, no regresso aos encontros semanais.

A peregrinação internacional a Roma organizada pela Coetus Internationalis Ministrantium (CIM) – associação europeia de acólitos, com mais de 50 anos de existência – e o diretor do SNA destacou também a importância destes jovens “conhecerem pessoas novas da sua idade” e que fazem o mesmo serviço, sejam de outros países ou dioceses de Portugal.

“Vão trocando experiências, partilhando o que fazem nas suas paróquias, angustias, alegrias, e, se calhar, até percebendo que as suas dificuldades e alegrias acontecem noutros locais”, desenvolveu o padre Luís Leal.

na tarde de terça-feira, na Praça de São Pedro, Francisco respondeu a cinco perguntas, incluindo a de uma participante de Portugal.

Santo Padre, somos acólitos. Servimos o Senhor junto do altar e contemplamo-Lo na Eucaristia. Como poderemos viver a contemplação espiritual a exemplo de Maria e o serviço prático a exemplo de Marta, procurando reconhecer concretamente, na nossa vida, aquilo que Jesus quer de nós?”, perguntou Ana Carolina, da Paróquia de São Romão, Arquidiocese de Évora.

O padre Luís Leal observa que “há feedbacks que não se expressam tanto por aquilo que se diz” mas pelo “gosto que a pessoa ganha nesse momento”, mesmo com “grande nervosismo”.

Neste contexto, realçou a “honra” e “grande alegria interior” de Ana Carolina pela missão que lhe foi pedida, não só por si mas “em nome de todos os acólitos portugueses e de língua portuguesa”.

O diretor do Serviço Nacional de Acólitos destacou ainda do programa que esta quinta-feira os jovens portugueses vão visitar algumas basílicas e terminam nas Catacumbas de São Calisto, onde estão as relíquias de São Tarcísio, o padroeiro universal dos acólitos.

Para o padre Luís Leal, um “momento de referência” foi também a Missa na igreja de Santo António dos Portugueses, onde o embaixador português junto da Santa Sé se fez representar pela ministra-conselheira Maria Manuel Durão.

CB/OC

 

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