Vaticano: Papa sublinha centralidade do amor na mensagem cristã

Leão XIV apresenta Igreja como «povo de irmãos e irmãs»

Foto: Vatican Media

Cidade do Vaticano, 10 mai 2026 (Ecclesia) – O Papa sublinhou hoje, no Vaticano, a centralidade do amor na mensagem cristã, apresentando a Igreja como “povo de irmãos e irmãs”.

“Os mandamentos do Senhor são, por isso, uma regra de vida que nos cura dos falsos amores; são um estilo espiritual, que é caminho para a salvação”, disse Leão XIV, desde a janela do apartamento pontifício, antes da oração do ‘Regina Caeli’.

Perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, para este encontro dominical, o pontífice rejeitou a premissa de que a justiça humana condiciona a proteção do criador.

“É o amor de Deus, pelo contrário, a condição para a nossa justiça”, sustentou.

O Papa apresentou a entrega total de Cristo como o modelo definitivo para a construção de relações autênticas e isentas de possessividade.

“O próprio Cristo é o critério, o paradigma do verdadeiro amor: que é fiel para sempre, puro e incondicional; que não conhece nem mas nem talvez; que se doa sem querer possuir; que dá vida sem levar nada em troca”, sustentou.

A intervenção sublinhou que a mensagem evangélica promove a proximidade entre os crentes, dissipando hesitações sobre o compromisso religioso.

“As palavras de Jesus são, portanto, um convite à relação, não uma chantagem ou uma incerteza”, assinalou Leão XIV.

O Papa exortou os peregrinos a manifestarem ativamente esta comunhão fraterna em todos os ambientes da sociedade contemporânea como prova viva da sua fé.

“Sempre e em toda a parte podemos, então, testemunhar Deus, que é amor: esta palavra não significa uma ideia da mente humana, mas a realidade da vida divina, pela qual todas as coisas foram criadas do nada e salvas da morte”, apontou.

A reflexão concluiu-se com a tradicional invocação mariana: “Cheios de gratidão por este dom, confiemo-nos à intercessão da Virgem Maria, Mãe do Amor Divino”.

Após a oração, o Papa manifestou “preocupação” com as notícias sobre o aumento da violência na região do Sahel, “particularmente no Chade e no Mali, países atingidos pelos recentes ataques terroristas”.

“Asseguro as minhas orações pelas vítimas e a minha proximidade com aqueles que sofrem. Espero o fim de todas as formas de violência e incentivo todos os esforços pela paz e pelo desenvolvimento nesta terra tão querida”, acrescentou.

O Mali tem sido alvo de ataques dos jihadistas do Apoio ao Islão e aos Muçulmanos, aliados aos separatistas tuaregues da Frente de Libertação de Azawad.

Leão XIV assinalou ainda o “Dia da Amizade Copta-Católica”, que se celebra hoje, deixando as suas “saudações fraternas a sua santidade o Papa Tawadros II”.

“Asseguro as minhas orações por toda a amada Igreja Copta, na esperança de que a nossa caminhada de amizade nos conduza à perfeita unidade em Cristo, que nos chamou de amigos”, declarou.

A intervenção evocou a celebração do Dia da Mãe, que acontece hoje em várias países (em Portugal aconteceu no primeiro domingo de maio).

“Pela intercessão de Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, rezamos com carinho e gratidão por cada mãe, sobretudo pelas que vivem nas condições mais difíceis. Obrigada! Que Deus as abençoe”, disse o Papa.

OC

notícia atualizada às 11h31

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