Francisco assinalou 75 anos de história do corpo policial

Cidade do Vaticano, 28 set 2020 (Ecclesia) – O Papa recebeu hoje no Vaticano os agentes da Inspetoria de Segurança Pública, por ocasião dos 75 anos de fundação dessa instituição, agradecendo-lhes pela sua dedicação.

A intervenção, divulgada pela Santa Sé, saudou um trabalho “marcado pela diligência, profissionalismo e espírito de sacrifício”, que exige paciência no contacto com pessoas de origens e culturas diferentes.

Francisco recordou que os Tratados de Latrão, de 1929, previram um “regime peculiar para a Praça São Pedro, com livre acesso para peregrinos e turistas e sob a supervisão das autoridades italianas”.

A intervenção evocou ainda a ocupação de Roma pelas tropas nazis, em 1943, que levantou a questão do “respeito dos soldados alemães pela neutralidade e soberania da Cidade do Vaticano, assim como pela pessoa do Papa”.

“Durante nove meses, a fronteira entre o Estado italiano e a Cidade do Vaticano, desenhada no chão da Praça São Pedro, foi um lugar de tensão e medo”, indicou.

Após o fim da guerra, acrescentou Francisco, muitos acorreram a São Pedro, “para expressar gratidão ao Papa Pio XII, proclamado defensor da cidade”.

Francisco destacou que o trabalho da Inspetoria de Segurança Pública se estendo às suas viagens em Roma e nas visitas às dioceses ou comunidades italianas.

“Um trabalho difícil, que requer discrição e equilíbrio, a fim de que os itinerários do Papa não percam o seu carácter específico de encontro com o Povo de Deus”, observou.

Já no último sábado, o Papa tinha presidido a uma Missa na Basílica de São Pedro, para o Corpo da Gendarmaria, por ocasião da próxima festa do seu padroeiro e protetor, São Miguel Arcanjo.

“Obrigado pelo vosso serviço”, disse.

No Estado da Cidade do Vaticano, as funções de ordem pública, segurança e polícia judiciária estão delegadas no Corpo da Gendarmaria, fundado há dois séculos.

OC

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