Vaticano: Papa reafirma condenação da pena de morte e une-se a todos os que defendem a abolição da prática no mundo

«A dignidade da pessoa não se perde, mesmo após a prática de crimes muito graves», afirmou Leão XIV, numa mensagem em vídeo

Foto: Vatican Media, Papa na visita à Prisão de Bata, na Guiné Equatorial

Cidade do Vaticano, 25 abr 2026 (Ecclesia) – O Papa reforçou esta sexta-feira a condenação da pena de morte e uniu-se a todos aqueles que lutam para que seja abolida, numa mensagem em vídeo a assinalar o aniversário do fim desta prática num estado norte-americano.

“Uno-me a vós na celebração da decisão tomada pelo Governador de Illinois em 2011 e, da mesma forma, ofereço o meu apoio àqueles que defendem a abolição da pena de morte nos Estados Unidos da América e em todo o mundo”, referiu Leão XIV, na comunicação partilhada pelo portal de notícias Vatican News.

Há 15 anos, em março de 2011, Illinois tornou-se o 16° estado dos EUA a abolir a pena de morte, um acontecimento que foi ocasião de um evento comemorativo na Universidade DePaul de Chicago.

“Rezo para que os vossos esforços conduzam a um maior reconhecimento da dignidade de cada pessoa e inspirem outros a trabalhar pela mesma causa justa”, disse o Papa.

Na mensagem em vídeo dirigida aos participantes da iniciativa, Leão XIV lembra que a “Igreja Católica sempre ensinou que cada vida humana, desde o momento da conceção até à morte natural, é sagrada e merece ser protegida”.

“De facto, o direito à vida é o próprio fundamento de todos os outros direitos humanos. Por esta razão, só quando uma sociedade salvaguarda a santidade da vida humana é que ela florescerá e prosperará”, salientou.

Segundo o Papa, “a dignidade da pessoa não se perde, mesmo após a prática de crimes muito graves”, acrescentando que, “além disso, é possível desenvolver — e já foram desenvolvidos — sistemas eficazes de detenção que protejam os cidadãos e, ao mesmo tempo, não privem completamente os culpados da possibilidade de redenção”.

“É por isso que o Papa Francisco e os meus recentes predecessores insistiram repetidamente que o bem comum pode ser salvaguardado e os requisitos da justiça podem ser cumpridos sem recurso à pena capital”, realçou.

Leão XIV recordou que a Igreja ensina que “a pena de morte é inadmissível porque constitui um ataque à inviolabilidade e à dignidade da pessoa”.

Na viagem de regresso de África, na quinta-feira, o Papa já tinha condenado a pena de morte.

“Quando um regime, quando um país toma decisões que tiram injustamente a vida de outras pessoas, isso é evidentemente algo que deve ser condenado”, expressou.

LJ

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