Padre Manuel Morujão, jesuíta português, é o novo responsável pelo acompanhamento espiritual na confederação

Cidade do Vaticano, 22 nov 2022 (Ecclesia) – O Papa nomeou hoje o consultor italiano Pier Francesco Pinelli como comissário extraordinário para gerir a confederação internacional da Cáritas, escolhendo ainda o padre Manuel Morujão, jesuíta português, para o acompanhamento espiritual.

O decreto de Francisco foi publicado pela sala de imprensa da Santa Sé, acompanhado por um comunicado de imprensa do Vaticano, destacando que a decisão visa “relançar o serviço da ‘Caritas Internationalis’”.

“A ‘Caritas Internationalis’ assiste o sumo pontífice e os bispos no exercício do seu ministério para com os mais pobres e mais necessitados, participando na gestão de emergências humanas e colaborando na difusão da caridade e da justiça no mundo à luz do Evangelho e dos ensinamentos da Igreja Católica”, destaca o Papa.

Francisco considerou necessária uma revisão do atual quadro legal da confederação internacional da Cáritas, designando Pier Francesco Pinelli como comissário extraordinário, iniciando funções a partir de 22 de novembro de 2022.

Com a entrada em vigor desta medida, os atuais membros do conselho representativo e do conselho executivo da ‘Caritas Internationalis’, o presidente e os vice-presidentes, o secretário-geral, o tesoureiro e o assistente eclesiástico cessam seus respetivos cargos.

O comissário extraordinário vai ter a colaboração de Maria Amparo Alonso Escobar, atual chefe de Advocacia da organização católica, e do padre Manuel Morujão, “para o acompanhamento pessoal e espiritual dos funcionários.

O presidente cessante da ‘Caritas Internationalis’, cardeal Luis Antonio Tagle, vai ajudar Pier Francesco Pinelli na reformulação dos estatutos e regulamentos da confederação, preparando-a para a próxima assembleia geral eletiva, em maio de 2023.

O comissário extraordinário vai atura em ligação com o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, da Santa Sé.

Segundo o Vaticano, “após uma avaliação de seu desempenho por uma comissão independente, a administração da ‘Caritas Internationalis’ foi colocada sob administração temporária com o objetivo de melhorar as suas normas e procedimentos de gestão – embora a gestão financeira seja correta e os objetivos de captação de recursos tenham sido alcançados – e assim servir melhor as organizações membros da confederação em todo o mundo”.

“O trabalho realizado não revelou qualquer evidência de má administração financeira ou comportamento inadequado de natureza sexual, mas, ao mesmo tempo, foram destacadas questões e áreas que requerem atenção urgente. Foram encontradas deficiências nos procedimentos de gestão que tiveram um efeito negativo também no espírito de equipa e na moral dos funcionários”, acrescenta o comunicado de imprensa.

O cardeal Luis Antonio Tagle apresentou o decreto do Papa aos participantes da reunião plenária do organismo, que se realizou entre segunda e terça-feira em Roma.

“Esta notícia pode talvez trazer alguma inquietação ou confusão para alguns de vocês. Mas podem ter a certeza de que esta decisão do Santo Padre veio após um estudo cuidadoso”, indicou o colaborador do Papa.

OC

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