«Ninguém deveria ter medo de que do céu cheguem ameaças de morte e destruição» – Leão XIV

Cidade do Vaticano, 23 mar 2026 (Ecclesia) – O Papa denunciou hoje a utilização de aviões em bombardeamentos e operações de guerra, durante uma audiência no Vaticano.
“Após as trágicas experiências do século XX, os bombardeamentos aéreos deveriam ter sido banidos para sempre! Em vez disso — como sabemos — ainda existem, e o desenvolvimento tecnológico, em si positivo, é posto ao serviço da guerra. Isto não é progresso, é retrocesso”, disse Leão XIV, num encontro com os dirigentes e funcionários da companhia ITA Airways.
O pontífice lamentou o atual cenário internacional de violência, alertando para o desvirtuamento do progresso tecnológico em desfavor da vida humana e da segurança das populações.
“Os aviões deveriam ser sempre veículos de paz, nunca de guerra. Ninguém deveria ter medo de que do céu cheguem ameaças de morte e destruição”, apelou.
O Papa apresentou as deslocações pontifícias pelo mundo como uma resposta essencial e pacificadora perante os conflitos contemporâneos.
“[As viagens apostólicas] são o que sempre deveriam ser, ou seja, pontes de diálogo, de encontro, de fraternidade”, referiu.
A companhia italiana é responsável pelo transporte aéreo dos pontífices desde Roma, nas viagens internacionais.
O roteiro da próxima visita apostólica, em abril, inclui passagens pela Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial, dando continuidade a uma tradição de peregrinações globais iniciada pelo Papa Paulo VI em 1964.
Leão XIV concluiu a sua intervenção com um agradecimento direto aos profissionais da aviação que garantem a logística, a serenidade e a segurança destas missões.
“Encontrar-me convosco dá-me a oportunidade de expressar o meu apreço e gratidão pessoais, bem como os da Santa Sé, por este precioso serviço”, indicou, num discurso publicado pelo Vaticano.
OC
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