Francisco manifesta «proximidade e afeto», por ocasião da festa de Nossa Senhora de Sheshan

Cidade do Vaticano, 24 mai 2019 (Ecclesia) – O Papa pediu hoje orações pelos católicos da China, que esta sexta-feira celebram a festa de Maria “Auxiliadora”, particularmente venerada no Santuário de “Nossa Senhora de Sheshan”, perto de Xangai.

“Rezemos pelos católicos na China. Que a Virgem de Sheshan os ajude a testemunhar a fé, em comunhão com a Igreja universal, e a perseverar na unidade não obstante as feridas e provações, confiantes na esperança que não desilude”, escreveu, na sua conta @Pontifex_pt, da rede social Twitter.

Já na última quarta-feira, Francisco assinalou esta data simbólica para os católicos chineses.

“Esta feliz ocasião permite-me expressar especial proximidade e afeto a todos os católicos da China que, entre dificuldades e provas diárias, continuam a acreditar, a amar e a amar”, referiu, no final da audiência pública semanal que decorreu no Vaticano.

Francisco enviou a sua bênção aos católicos chineses e disse rezar por todas as comunidades do país.

“Caros fiéis na China, a nossa Mãe Celestial ajudar-vos-á a serdes testemunhas da caridade e da fraternidade, mantendo-vos sempre unidos na comunhão da Igreja universal”, disse.

Em setembro de 2018, Pequim e a Santa Sé assinaram um acordo sobre a nomeação dos bispos católicos.

“Desejo que se possa abrir uma nova fase na China, que ajude a curar as feridas do passado, a restabelecer a manter a plena comunhão de todos os católicos chineses e a assumir com renovado empenho o anúncio do Evangelho”, afirmou então o Papa.

O acordo provisório permitiu que todos os prelados do país estejam agora em comunhão com o Papa, pela primeira vez em décadas.

As relações diplomáticas entre a China e a Santa Sé terminaram em 1951, após a expulsão de todos os missionários estrangeiros, muitos dos quais se refugiaram em Hong Kong, Macau e Taiwan.

Em 1952, o Papa Pio XII recusou a criação de uma Igreja chinesa, separada da Santa Sé [Associação Patriótica Chinesa, APC] e, em seguida, reconheceu formalmente a independência de Taiwan, onde o núncio apostólico (embaixador da Santa Sé) se estabeleceu depois da expulsão da China.

Pequim só reconhecia os bispos nomeados pela APC; os bispos nomeados diretamente pelo Vaticano foram, muitas vezes, perseguidos e presos pelas autoridades.

OC

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