«É o Espírito Santo quem faz a Igreja viver, que a impulsiona» – Francisco

Cidade do Vaticano, 26 set 2022 (Ecclesia) – O Papa Francisco disse hoje à Comunidade Católica Shalom que “é o Espírito Santo quem faz a Igreja viver, que a impulsiona”, numa audiência pelos 40 da sua fundação.

“É o Espírito Santo quem faz a Igreja viver, que a impulsiona, para manter um espírito jovem, é preciso permanecer abertos ao Espírito Santo, pois é Ele quem renova os corações, renova a vida, renova a Igreja e o mundo”, disse, no Auditório Paulo VI.

Na audiência realizada esta segunda-feira, Francisco recordou que, desde o início, “é marcada pela coragem criativa, pelo acolhimento, e por um grande impulso missionário”.

O Papa recordou iniciativas realizadas em vários países que deram vida a uma “realidade eclesial que agora inclui não apenas jovens, mas também famílias, celibatários engajados na missão, sacerdotes”.

Francisco respondeu a algumas questões dos membros da comunidade católica, como Fabíola, que perguntou como perseverar na amizade com Deus num mundo frenético e como contagiar esta experiência nos ambientes da vida, ou Bertrand que, “impressionado com o estilo juvenil do primeiro encontro com a Comunidade Shalom”, quis saber “como é possível manter esse espírito vivo”.

Segundo o pontífice, para preservar na amizade com Deus é preciso “permanecer” em Jesus “com a oração, com a escuta da Palavra, com a adoração, com o Rosário”, e para “manter um espírito jovem, é preciso permanecer abertos ao Espírito Santo”, que “renova os corações, renova a vida, renova a Igreja e o mundo”.

Não falamos de juventude física, mas de juventude de espírito, aquela que transparece nos olhos de certos idosos mais do que nos olhos de certos jovens! Não é uma questão de registo no cartório. É outra coisa, como disse São João Paulo II na JMJ do ano 2000, ‘quem está com os jovens permanece jovem’”.

Francisco pediu aos membros da Comunidade Católica Shalom que permaneçam “dóceis à ação do Espírito, abertos à escuta recíproca e às diretrizes da Igreja”, para “discernirem melhor” como continuar o seu caminho, tendo lembrando que a comunidade é católica também porque “sempre caminhou ao lado dos pastores da Igreja”.

O Papa começou a sua intervenção a agradecer as palavras do fundador da Comunidade Católica Shalom, Moysés Louro de Azevedo Filho, e recordou que o nascimento da comunidade há 40 anos não foi algo planeado, mas aconteceu durante uma celebração eucarística, “na oração, na Liturgia”.

“É o Espírito Santo quem faz a Igreja viver, que a impulsiona, sobretudo na oração, de forma especial na Liturgia. A Liturgia não é uma cerimónia bonita, um ritual em que nossos gestos estão no centro ou, pior, nossas vestes, não! A Liturgia é a ação de Deus connosco, e devemos estar atentos a Ele que fala, age, chama e envia, dentro da realidade histórica, dentro das situações. Obrigado, Moysés, porque sua experiência nos lembra isso”, referiu.

A Comunidade Católica Shalom nasceu por iniciativa de vários jovens do Renovamento Carismático Católico, a 9 de julho de 1982, em Fortaleza, no Brasil.

No Jubileu dos 30 anos, em maio de 2012, a comunidade teve o reconhecimento e aprovação definitiva dos seus Estatutos pelo Papa emérito Bento XVI, através do Conselho Pontifício para os Leigos (Santa Sé).

CB/OC

 

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