Francisco vai ser acompanhado por responsáveis da Igreja Anglicana e Presbiteriana

Foto: Vatican Media

Cidade do Vaticano, 13 mai 2022 (Ecclesia) – O Papa apontou hoje à “peregrinação ecuménica de paz” que vai realizar ao Sudão do Sul, de 5 a 7 de julho, após vários adiamentos causados pela pandemia de Covid-19.

“Será uma peregrinação ecuménica de paz. Rezemos para que inspire os cristãos no Sudão do Sul e no mundo a ser promotores da reconciliação, tecelões de concórdia, capazes de dizer não à perversa e inútil espiral da violência e das armas”, declarou Francisco, perante os membros da Comissão Internacional Anglicana e Católica Romana (ARCIC), que recebeu em audiência, no Vaticano.

A próxima viagem do Papa à África, de 2 a 7 de julho, inclui passagens pela República Democrática do Congo e o Sudão do Sul, país onde Francisco vai ser acompanhado por Justin Welby (arcebispo da Cantuária, Comunhão Anglicana) e Jim Wallace (Moderador da Igreja da Escócia, Presbiteriana).

A reflexão desta manhã, no Vaticano, apelou a aumentar os “laços que unem católicos e anglicanos”, admitindo que o caminho do diálogo ecuménico é “às vezes rápido, às vezes lento e difícil”.

Francisco convidou os presentes a “seguir em frente, deixar para trás as coisas que dividem, no passado como no presente, e manter juntos o olhar fixo em Jesus e na meta que Ele deseja”, a da “unidade visível entre nós”.

“Cada busca por uma comunhão mais profunda só pode ser uma troca de dons, onde cada um assimila como seu próprio o que Deus semeou no outro”, acrescentou.

O Papa assumiu a necessidade de falar “francamente sobre questões eclesiológicas e éticas”, sem medo do debate.

“Os pecados que levaram às nossas divisões históricas só podem ser superados em humildade e verdade, começando pelo sentir dor com as feridas recíprocas e a necessidade de dar e receber perdão”, apontou.

OC

 

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