O Papa recebeu participantes de curso de formação para a tutela do matrimónio e cuidado pastoral dos casais feridos

Cidade do Vaticano, 30 nov 2019 (Ecclesia) – Francisco recebeu este sábado 400 participantes de um curso de formação para a tutela do matrimónio e cuidado pastoral dos casais feridos e disse que a Igreja é “comunidade de famílias” e que o “matrimónio não se improvisa”.

“Esse Sacramento não se improvisa, é necessário preparar-se já como noivos. Não é suficiente que os noivos cristãos se preparem a serem marido e mulher com uma boa integração psicológica, afetiva, de relacionamento e projetos, que também é necessária para a estabilidade da sua futura união”,referiu o Papa.

Na audiência com 400 participantes de um curso de formação para a tutela do matrimónio e o cuidado pastoral dos casais feridos, organizado pelo Tribunal Apostólico da Rota Romana, Francisco disse que a Igreja é uma “comunidade de famílias” e que tem de estar atenta às feridas neste sacramento, muitas provocadas “pelo fechamento do coração humano ao amor”. 

“É por isso que a Igreja, quando encontra essas realidades de casais feridos, antes de tudo chora e sofre com eles; aproxima-se com o óleo da consolação para aliviar e curar; ela quer carregar para si a dor que encontra. E se, então, se esforça para ser imparcial e se propõe em buscar a verdade de um matrimónio destruído, a Igreja não é jamais estranha, nem humanamente, nem espiritualmente àqueles que sofrem. Não consegue nunca ser impessoal ou fria diante dessas tristes e atribuladas histórias de vida”, acrescentou.

Os participantes do curso que durou cinco dias, em Roma e reuniu párocos, diáconos permanentes, casais e agentes da Pastoral da Família ouviram ainda que o matrimónio deve ser vivido num caminho de fé.

“Mesmo que o matrimónio possa preencher os cônjuges cristãos de alegria e de plenitude humana e espiritual, eles não devem jamais esquecer que são chamados, como pessoas e como casais, a caminhar sempre na fé, a caminhar na Igreja e com a Igreja, a caminhar na vida da santidade”, apontou.

Desta forma encorajou os “pastores, bispos e sacerdotes a promover, sustentar e acompanhar esse processo” para que a Igreja se transforme numa rede de “comunidades de famílias, testemunhas e missionárias do Evangelho”.

SN

 

Partilhar:
Share