Vaticano: Leão XIV desafia responsáveis políticos a «busca sincera» da paz

Papa condena polarizações e «desprezo pelas diversidades»

Foto: Vatican Media

Cidade do Vaticano, 31 mai 2026 (Ecclesia) – O Papa desafiou hoje os responsáveis políticos a uma “busca sincera” da paz, lamentando um clima social de “polarizações”.

“Que a Sabedoria Divina ilumine a consciência das autoridades e oriente as suas decisões para a busca sincera de uma paz justa e duradoura”, disse Leão XIV, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação da oração do ângelus.

A intervenção aconteceu um dia depois da iniciativa “Rosário pela Paz”, presidida pelo Papa, que uniu em oração 19 santuários marianos de vários países, na tarde de sábado, incluindo Fátima.

“Queridos irmãos e irmãs, neste mês de maio, um apelo unânime à paz elevou-se de toda a Igreja, sobretudo através da oração do Santo Rosário, como uma corrente inquebrável confiada à intercessão da Virgem Maria pelos povos atormentados pela guerra”, referiu hoje o pontífice, perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

No início do encontro dominical, Leão XIV denunciou o aumento de clivagens e inimizades sociopolíticas.

“Compreendemos por que razão as divisões, as polarizações e o desprezo pelas diversidades trazem ao mundo destruição, tristeza e aridez”, lamentou.

A intervenção centrou-se na celebração da solenidade litúrgica da Santíssima Trindade, dogma central da fé cristã.

“A Trindade leva-nos a amar tudo e todos: descobrimos que cada criatura foi feita para a comunhão, a relação, o encontro”, indicou o Papa.

Uma semana depois da solenidade de Pentecostes, que encerrou o tempo pascal, Leão XIV falou da Igreja como “sacramento de comunhão, espaço de encontro, de amor e de vida, onde o céu e a terra já se tocam”.

“Caríssimos, no Mistério de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, estamos em casa”, assinalou.

A vida de Deus é maravilhosa e envolvente, traz paz ao nosso coração, muitas vezes tão inquieto, e faz-nos encontrar irmãos e irmãs na alegria do Espírito.”

No final da oração, o Papa associou-se uma iniciativa da Igreja Católica na Itália, dedicada aos “doentes e àqueles que cuidam deles”.

“Agradeço e encorajo todos aqueles que difundem a cultura da proximidade e do cuidado”, declarou.

OC

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