D. Joaquim Mendes, Presidente da Comissão Episcopal Laicado e Família, integra delegação portuguesa com 17 pessoas

Cidade do Vaticano, 27 jan 2020 (Ecclesia) – O cardeal D. José Tolentino Mendonça vai ser um dos oradores no I Congresso Internacional da Pastoral dos Idosos, que tem início no dia 29, em Roma, e pretende refletir sobre «A riqueza dos anos».

O arquivista e bibliotecário da Santa Sé vai analisar «A vocação das pessoas idosas na Igreja», na tarde do segundo dia de trabalhos, que vai contar também com a intervenção do presidente da Comunidade de Sant’Egídio, Marco Impagliazzo, com Maria Voce, presidente do Movimento Focolares e o cardeal Kevin Farrel, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

“O Papa Francisco tem no seu coração as pessoas idosas e, desde o seu pontificado, em inúmeras ocasiões, tem sublinhado o papel que elas têm na transmissão da fé, no diálogo com os jovens e para a preservação das raízes dos povos”, assim enuncia o convite para o encontro.

Contra a cultura “do descarte”, denunciada pelo Papa Francisco, o encontro, a decorrer até ao dia 31, será dividido em três sessões: «A Igreja ao lado dos idosos», «A família e os idosos» e «A vocação dos idosos».

As conclusões estão a cargo do padre Alexandre Awi Mello, secretário do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

No I Congresso da Pastoral dos Idosos está prevista a participação de 550 pessoas em representação de Conferências Episcopais, congregações religiosas, associações e movimentos laicais provenientes de 60 países.

De Portugal vai estar presente uma delegação de 17 pessoas composta por oito participantes do Movimento Vida Ascendente, três do Departamento Nacional da Pastoral Familiar, dois casais, D. Joaquim Mendes, presidente da Comissão Episcopal Laicado e Família (CELF) e José Ribeiro da Cruz, Secretário da CELF.

O presidente do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, cardeal Kevin Joseph Farrell, fala em declarações à Vatican News, na importância de promover um apostolado e conscientização em relação às pessoas mais velhas.

“Os idosos foram, às vezes, esquecidos. Quem trabalhou numa paróquia, sobretudo nos países desenvolvidos, sabe que os idosos vivem uma existência muito solitária”, afirmou, apontando como causa o facto as “famílias dispersas” e de um mundo em constante mudança.

Para o presidente do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida,  os idosos são considerados por vezes  “um peso”: “um peso para as famílias, um peso para a sociedade e um peso para a Igreja”.

Para contrariar esta tendência, a “Igreja precisa alcançá-los e cuidar deles” e as paróquias “devem ter programas voltados para o cuidado e apoio aos idosos”.

“Essa é uma das razões pelas quais organizamos esse seminário: olhar o mundo e verificar o que exatamente está a acontecer na Igreja. Eles devem ser protagonistas em virtude da grande experiência que têm, graças aos muitos anos de vida vividos”, afirma.

O cardeal Farrel explica que a Igreja tem hoje de fazer crescer os jovens na fé com a ajuda dos avós.

“As gerações das pessoas que têm atualmente 30, 40 e até mesmo 50 anos não possuem um grande conhecimento da fé, enquanto as pessoas que viveram a fé católica por muitos anos têm muito para oferecer e nós devemos fazer delas protagonistas na Igreja. Não no sentido de «importância», mas de ajudá-las a encontrar um sentido da vida na realidade do mundo de hoje”, afirmou.

O Dicastério para os Leigos, Família e Vida anunciou ainda a criação de um novo departamento que vai tratar “permanentemente o cuidado pastoral dos idosos nas relações com as conferências episcopais”, também à luz do que resultar do Congresso.

LS/OC

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