D. Américo Aguiar, coordenador-geral, sublinha cooperação «entusiasta» das autoridades civis

Lisboa, 27 jan 2020 (Ecclesia) – O Comité Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2022, que vai decorrer em Lisboa, aponta à “melhor” edição internacional de sempre desta iniciativa católica, um ano após o anúncio da escolha da capital portuguesa.

“Nós, portugueses, seremos capazes de – como se diz nos Jogos Olímpicos – fazer a melhor Jornada Mundial da Juventude de sempre. É para isso que estamos a trabalhar”, adianta D. Américo Aguiar, coordenador-geral da JMJ 2022 para o setor logístico-operativo, em declarações enviadas hoje à Agência ECCLESIA.

O anúncio da escolha de Lisboa foi feito pelo Vaticano, a 27 de janeiro de 2019, no final da JMJ que decorreu no Panamá.

Desde esse momento, o COL, presidido pelo cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, e coordenado por D. Américo Aguiar (setor logístico-operativo) e D. Joaquim Mendes (área pastoral), tem desenvolvido trabalhos de organização e preparação do maior evento juvenil promovido pela Igreja Católica.

“Todos somos convocados, todos estamos convocados, porque todos seremos poucos para acolher mais de um milhão de jovens, quem sabe muito mais do que isso. Estou convencido de que Portugal, como sempre, será vencedor no acolhimento a estes jovens de todo o mundo”, refere D. Américo Aguiar.

O bispo auxiliar de Lisboa manifesta a sua convicção de que o “país que inaugurou a globalização e deu novos mundos ao mundo, mais uma vez será exemplar no acolhimento de toda esta juventude”.

“Estes jovens serão embaixadores de Portugal, daquilo que são os valores da Jornada Mundial da Juventude, humanizantes, cristãos”, acrescenta.

Até ao momento foram constituídas sete equipas de trabalho, nas áreas da logística, do acolhimento, da parte financeira e pastoral”.

Ao longo deste ano, informa D. Américo Aguiar, tem sido desenvolvido um “diálogo com as autoridades”, entre as quais a Presidência da República, o Governo, vários ministérios, a Câmara Municipal de Lisboa e a Câmara Municipal de Loures, que “têm colaborado de uma maneira muito entusiasta”.

Os trabalhos têm visado ainda a captação de voluntariado, com jovens de vários países a manifestar a sua disponibilidade.

O coordenador-geral apela à participação de pessoas de todas as idades, considerando, por exemplo, que os mais velhos podem ser de particular importância nos trabalhos de “traduções”.

“Agradecemos, desde já, aos que vão ser voluntários e a todos aqueles que até esta data, neste ano, têm sido magníficos na disponibilidade, no empenho e na ajuda, porque a Jornada Mundial da Juventude só se concretizará se formos capazes de estar todos disponíveis e cada um der o melhor de si”, sublinha D. Américo Aguiar.

O responsável católico destaca, como próximo evento de destaque, a entrega dos símbolos da JMJ, que vai decorrer em Roma, no Domingo de Ramos (5 de Abril), com centenas de inscrições de jovens portugueses.

A chegada da cruz – entregue por São João Paulo II aos jovens do mundo inteiro, em 1984 – e do ícone de Nossa Senhora vai marcar uma presença “mais permanente” da organização da JMJ 2022 junto dos portugueses, “através dos media e das redes sociais”.

A preparação inclui, neste momento, a seleção dos vencedores dos concursos do logotipo e do hino da Jornada, “duas ferramentas fundamentais para a imagem” da JMJ 2022, precisa D. Américo Aguiar.

Na competição internacional que irá eleger o símbolo gráfico do evento participaram centenas de candidatos provenientes de 30 países dos cinco continentes; a pré-seleção dos trabalhos chegou a uma lista de 21 propostas, que vão ser avaliadas por profissionais da área do marketing e da comunicação.

Para o concurso que irá escolher a canção oficial da JMJ, aberto apenas a portugueses, o COL recebeu mais de uma centena de candidaturas.

Na sessão de apresentação de cumprimentos de Ano Novo ao presidente da República, que decorreu este sábado no Palácio Nacional da Ajuda, Marcelo Rebelo de Sousa inclui a preparação da JMJ 2022 como um dos eventos que vai marcar a atualidade do país, nos próximos anos.

OC

As JMJ nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

Cada JMJ realiza-se, anualmente, a nível local (diocesano) no Domingo de Ramos, alternando com um encontro internacional a cada dois ou três anos, numa grande cidade.

As edições internais destas jornadas promovidas pela Igreja Católica são um acontecimento religioso e cultural que reúne centenas de milhares de jovens de todo o mundo, durante cerca de uma semana.

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