UCP: Seminaristas, religiosos, aspirantes a professores de EMRC e leigos formam público da Faculdade de Teologia

Cónego Luís Miguel Figueiredo apresenta propostas de formação e alunos explicam motivações de frequência na instituição de ensino

Lisboa, 31 mar 2026 (Ecclesia) – O diretor da Faculdade de Teologia (FT) da Universidade Católica Portuguesa (UCP) explica que esta instituição de ensino é procurada por aqueles que têm “preocupação pela verdade”, “beleza”, “sentido” e que pretendem responder às “grandes perguntas da existência”.

“Eu dividiria o nosso público em três. O que é mais evidente é aqueles que se preparam para serem ordenados presbíteros nas dioceses e nas ordens religiosas e aqueles e aquelas que, sendo religiosos, querem uma formação teológica mais sólida para o desenvolvimento da sua missão, ainda que não seja expectativa que se venham a ordenar presbíteros”, afirmou o cónego Luís Miguel Figueiredo.

Em entrevista ao Programa ECCLESIA, transmitido hoje na RTP2 (15h02), o responsável indica que existe também “um grupo interessante de homens e mulheres que querem ser professores de Educação Moral e Religiosa Católica”, bem como “um grupo residual, mas crescente”, de pessoas com “inquietações religiosas”, “espirituais” e querem “pensar melhor a sua fé”.

Sofia Góis

Sofia Góis, leiga, é um dos casos; Mãe e avó, encontra-se a frequentar o 1º ano do curso de Teologia para aprender “um pouco mais sobre as razões” e os “fundamentos” da sua fé, além de desejar “conhecer mais sobre Deus”.

“Está a ser muito interessante, […] temos muitas cadeiras de Filosofia e de línguas, as línguas clássicas, o grego, o latim e o hebraico, e estou a gostar muito”, partilha.

Por sua vez, Miguel Carlos, do Seminário de Almada (Diocese de Setúbal), Pedro Ferreira, da congregação dos Salesianos, e Pedro Miranda, da congregação dos Padres Vicentinos, estudam na UCP como parte da caminhada rumo ao sacerdócio.

“Obviamente pela necessidade de ser ordenado padre, de estudar Teologia, mas também um grande interesse nesta área da questão das letras e também da questão mais filosófica e teológica”, refere Miguel Carlos.

Para Pedro Miranda, este “é um lugar próprio para aprofundar o conhecimento de Deus e também da experiência humana”.

Outras das alunas é Alice Amorim, leiga, que entendeu que o programa da UCP era o “mais bem-conceituado” e capaz para responder às questões profundas da sua fé.

“Estou a analisar textos com outra perspetiva e isto, de certa forma, liberta-nos um bocadinho de determinados conceitos pré-concebidos”, relata.

O cónego Luís Miguel Figueiredo dá conta que, atualmente, a Faculdade de Teologia da UCP integra alunos de 18 nacionalidades.

“Temos também professores que vêm de fora, sobretudo no programa de doutoramento, neste intercâmbio universitário, e nós próprios estamos a construir propostas em que nos associamos a outras faculdades de outros países para crescer nesta internacionalização”, indica.

Segundo o sacerdote, esta instituição de ensino não olha a fé apenas como “um património que há que administrar, mas, acima de tudo, como uma experiência crente de comunidades que se relacionam com Deus, com o transcendente, e que o expressam”.

“A Faculdade de Teologia ajuda a compreender, ajuda a interpretar e, dito de uma forma mais académica, ajuda a purificar a religião daquilo que ela não é”, sublinha.

A FT-Católica tem canais e espaços muito interessantes para desempenhar a sua tarefa, assinala o diretor, sendo os mais visíveis as licenciaturas e os mestrados em Ciências Religiosas e em Teologia, os doutoramentos em História da Religião e em Teologia.

“Contudo, a vida da Faculdade é muito mais do que isso”, explicou, referindo que esta instituição de ensino desenvolve pesquisa e de projetos de divulgação científica.

“Temos também os nossos centros de investigação, um mais na área da História, outro na área da Teologia e Estudos de Religião”, acrescentou o cónego Luís Miguel Figueiredo.

O responsável destaca que “a Teologia dialoga com outros saberes” e que este diálogo acaba “por potenciar que a religião, que o saber teológico, fecunde e de alguma forma perpasse outras áreas”.

O sacerdote frisa que a universidade não serve para formar profissionais, mas para formar pessoas com “competência técnica e científica numa determinada área”.

No entanto, o diretor da FT-Católica observa que “é evidente” que as saídas profissionais são tidas em conta.

“A Teologia serve para aqueles que vão ser ordenados presbíteros, para os professores de educação moral e religiosa católica, para os líderes das nossas comunidades pastorais, para os assistentes espirituais e religiosos dos hospitais e outras instituições de saúde, para todos aqueles lugares onde a religiosidade e a espiritualidade fazem a diferença”, salienta.

“Em última instância, por exemplo, até numa estação de televisão, precisamos de alguém que seja perito e competente em religião, para podermos comunicar bem também esse aspeto importante da vida das pessoas”, desenvolveu.

PR/HM/LJ/OC

Partilhar:
Scroll to Top