Período oficial de angariação de fundos terminou a 28 de fevereiro, mas organização informa que continuam a ser recebidos donativos voluntários

Leiria, 05 mar 2026 (Ecclesia) – A Cáritas Diocesana de Leiria anunciou hoje que a campanha de solidariedade de apoio às vítimas da tempestade Kristin, que atingiu Portugal há mais de um mês, recolheu um valor superior a 1,83 milhões de euros.
“A campanha de angariação de fundos promovida pela Cáritas Diocesana de Leiria, autorizada pelo Ministério da Administração Interna (MAI), destinada a apoiar as vítimas da Tempestade Kristin, encerrou a 28 de fevereiro de 2026, tendo registado um total de 1.837.784,54€ angariados durante o período oficial da campanha”, informa a nota enviada à Agência ECCLESIA.
De acordo com a organização católica, “após o encerramento da mesma, continuam a ser recebidos donativos voluntários por parte de empresas e benfeitores particulares, demonstrando o espírito de solidariedade da sociedade civil”.
A Cáritas Diocesana de Leiria revela que, em breve, vai informar sobre o montante que, entretanto, for confiado à instituição.
“Agradecemos a todos os que já contribuíram para este esforço coletivo, tornando possível prestar o apoio necessário às populações afetadas”, conclui.
Num comunicado antes divulgado, a organização alertou que “o silêncio que se instala é o maior perigo”.
“A Tempestade Kristin passou. As televisões foram-se embora. A vida continuou — para muitos. Mas para milhares de famílias da nossa região, a tempestade ainda não acabou”, escreveu.
A Cáritas Diocesana de Leiria clarifica que “o que está em causa não é apenas a reconstrução de casas — é a coesão social e económica de regiões inteiras” e que “essa reconstrução não se faz em semanas”.
A criação de um Fundo de Emergência Social de Apoio, com o objetivo de “acelerar e reforçar o apoio às famílias atingidas”, foi divulgada a 30 de janeiro.
A depressão Kristin e a sucessão de depressões meteorológicas deixaram um rasto de destruição pelo território português, causando pelo menos 18 mortos, centenas de feridos e desalojados, além de destruição de casas, infraestruturas e empresas, informa a Lusa.
LJ/OC
