Organização assinala que se perdeu uma das pessoas que «mais impulsionou o voluntariado em Portugal»

Foto Assembleia da República; Eugénio Fonseca, Eduardo Ferro Rodrigues e Acácio Catarino (2018)

Lisboa, 03 set 2021 (Ecclesia) – A Confederação Portuguesa do Voluntariado (CPV) afirma que com a morte de Acácio Catarino a sociedade nacional “perde” uma das figuras que “mais impulsionou o voluntariado”, entre outros contributos que deu em tantas áreas a Portugal.

“Entendia que o voluntariado deveria ser defendido desde as suas bases, pelo valor social que acrescenta. Referia que o voluntariado era uma atitude de serviço do indivíduo na prossecução do bem comum”, explica o presidente da direção da CPV numa nota enviada à Agência ECCLESIA.

Eugénio Fonseca salienta que com a morte de Acácio Catarino a sociedade portuguesa “perde” uma das figuras que “mais impulsionou o voluntariado em Portugal”, entre tantos outros contributos que deu em muitas áreas.

Acácio Catarino faleceu esta quinta-feira aos 86 anos de idade; Licenciado em Sociologia, entre diversas outras funções, foi presidente da direção da Cáritas Portuguesa durante 17 anos, entre 1982 e 1999, consultor da Casa Civil do Presidente da República, de 2001 a 2006, presidente da comissão executiva do Instituto do Emprego e Formação Profissional, e desempenhou também um “papel fundamental” no Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado.

Foto Agência ECCLESIA

“Homem sério e discreto, apoiou a criação desta confederação quando foi presidente do Conselho Nacional de Promoção do Voluntariado”, acrescenta Eugénio Fonseca.

A Confederação Portuguesa do Voluntariado destaca que Acácio Catarino “é um grande exemplo de serviço ao bem comum”, por isso, “é justa e necessária” a sua homenagem e reconhecimento.

No dia 4 de dezembro de 2018, a CPV, na 10.ª edição do Troféu Português do Voluntariado, homenageou Acácio Catarino, numa sessão que decorreu na Assembleia da República e contou com a presença do seu presidente Eduardo Ferro Rodrigues

“[Voluntariado] É ele que em primeiro lugar vê os diferentes problemas, procura as primeiras soluções e acompanha todas as situações de necessidade até os problemas estarem resolvidos. É qualquer coisa de indispensável numa sociedade avançada e que procura ser humanizada”, afirmou na altura o sociólogo.

A Confederação Portuguesa do Voluntariado representa os voluntários nos “diferentes domínios de atividade, defendendo os seus direitos e interesses”, junta entidades coletivas privadas representativas ou promotoras de voluntariado, e foi constituída a 19 de janeiro de 2007.

CB

 

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