Cardeal Peter Turkson, do Vaticano, encontrou-se esta segunda-feira com o chefe de Estado sírio, em Damasco

Foto Lusa

Cidade do Vaticano, 22 jul 2019 (Ecclesia) – O Papa Francisco enviou uma carta ao presidente da Síria Bashar al-Assad, entregue pessoalmente pelo cardeal Peter Turkson, onde expressa a sua preocupação pela “situação humanitária” no país, nomeadamente em Idlib.

De acordo com um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé divulgado hoje, o cardeal Peter Turkson, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, encontrou-se esta manhã com o presidente Sírio.

O encontro decorreu na cidade de Damasco e o cardeal Peter Turkson estava acompanhado pelo cardeal Mario Zenari, núncio apostólico na Síria, e pelo subsecretário do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, padre Nicola Riccardi.

“Durante o encontro, o cardeal prefeito entregou ao chefe de Estado uma carta endereçada pelo Santo Padre, que exprime a profunda preocupação de Sua Santidade o Papa Francisco pela situação humanitária na Síria, referindo-se particularmente às condições dramáticas da população civil em Idlib”, lê-se no comunicado.

Idlib é uma cidade no noroeste da Síria, a 300 quilómetros de Damasco, onde se têm registado bombardeamentos aéreos nos últimos dias contra os rebeldes.

O combate pelo regime sírio ao que parece ser o derradeiro reduto dos rebeldes, desde abril deste ano, já terá provocado a morte a pelo menos 700 civis.

Numa entrevista ao portal de notícias do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, afirmou que o Papa “segue com apreensão e grande dor o dramático destino da população civil”, particularmente as crianças que estão “envolvidas nos combates sangrentos”.

“Na origem desta nova iniciativa está a grande preocupação do Papa Francisco e da Santa Sé pela situação de emergência humanitária na Síria, particularmente na província de Idlib”, disse o secretário de Estado do Vaticano.

O cardeal Pietro Parolin lembra que na região “vivem mais de 3 milhões de pessoas, das quais 1,3 milhões são deslocados internos, obrigados pelo longo combate na Síria a encontrar refúgio precisamente naquela zona que tinha sido desmilitarizada no ano passado”.

De acordo com o secretário de Estado do Vaticano, o Papa “renova o seu apelo para que seja protegida a vida dos civis”, sejam salvaguardadas as principais infraestruturas”, nomeadamente escolas, hospitais e centros de saúde, e pede ao presidente Bashar al-Assad que “faça todo o possível para salvaguardar a população indefesa”.

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