Cardeal D. Américo Aguiar apelou ao «jejum da má-língua» nas celebração de Quarta-feira de Cinzas

Setúbal, 20 fev 2026 (Ecclesia) – O bispo de Setúbal assinalou o início da Quaresma nas comunidades da Trafaria e da Costa da Caparica, onde realiza a visita pastoral, e apelou ao serviço ao “jejum da má-língua”.
“Façam jejum de má-língua, de falar mal dos outros, inclusive nas redes sociais”, afirmou o cardeal D. Américo Aguiar na homilia da Missa de Quarta-feira de Cinzas, na Igreja Matriz de São Pedro, na Trafaria.
De acordo com a informação enviada à Agência ECCLESIA pelo gabinete de comunicação da Diocese de Setúbal, a Quaresma na Trafaria e na Costa da Caparica iniciou “sob o signo da proximidade e do serviço”, com o bispo diocesano a deixar “orientações concretas” para os 40 dias de preparação para a Páscoa nas Missas que presidiu nas duas comunidades.
D. Américo Aguiar apelou a uma “oração mais forte”, a um “jejum que vá além da tradição alimentar” e à esmola que nasce da renúncia ao que cada um gosta, lembrando que a partilha da renúncia quaresmal vai reverter “para as famílias locais afetadas pelas recentes intempéries”.
“Das cinzas à realidade social e associativa”, o início da Quaresma foi um dia para o bispo de Setúbal dar continuidade às visitas que realiza no contexto da visita pastoral às Paróquias da Costa da Caparica e Trafaria, que iniciou no dia 14 de fevereiro e termina no dia 22.
A visita pastoral às paróquias da Trafaria e Costa da Caparica possibilitou o encontro do bispo de Setúbal com a Associação de Moradores da Cova do Vapor, onde “constatou os estragos provocados pelo galgar do mar e as dificuldades das habitações em situação ilegal”, com o Centro Social da Trafaria, gerido pela Santa Casa da Misericórdia de Almada, e passagens pelos Académicos de Pêra, pela Junta de Freguesia da Costa da Caparica e pelo comércio local.
A visita à Caparicamar, associação de socorros a náufragos, ao Regimento de Artilharia da Costa, na Trafaria, à Quinta Nossa Senhora da Conceição, antigo convento do século XVI e berço dos frades capuchinhos na região, e ao Inatal preencheram também os dias desta visita pastoral.
O cardeal D. Américo Aguiar apelou ao acolhimento de migrantes, lembrando que cada pessoa não s pode “fechar na sua casa”, e manifestou-se “impressionado com a dignidade precária de alguns doentes visitados”, referindo que é necessário a “união do movimento cooperativo para superar as barreiras burocráticas e financeiras”.
“Temos de dar as mãos e fazer de outra maneira”, afirmou, antes da Missa de Quarta-feira de Cinzas, ao fim do dia, na Costa da Caparica.
PR
