Saúde: Fundação Champalimaud e Hospital pediátrico da Santa Sé unem-se para desenvolver imunoterapia oncológica

Acordo foi assinado na sede do «Bambino Gesù», em Roma

Foto: Patriarcado de Lisboa

Roma, 30 abr 2026 (Ecclesia) – A Fundação Champalimaud e o Hospital Pediátrico ‘Bambino Gesù’, propriedade da Santa Sé, assinaram esta terça-feira em Roma um acordo para a investigação conjunta em imunoterapia e terapias avançadas no combate ao cancro.

O memorando de entendimento prevê o desenvolvimento de novos tratamentos de base genética celular e visa a construção de uma rede internacional focada na transição rápida do laboratório para o tratamento dos doentes.

O patriarca de Lisboa participou na cerimónia, sublinhando que a parceria representa “uma aliança ao serviço da vida e, de modo particular, da vida mais frágil e vulnerável”.

“Esta colaboração constitui também um testemunho eloquente de que a ciência e a humanidade não são realidades divergentes, mas profundamente convergentes. Quando a investigação se orienta pelo bem integral da pessoa, e quando a técnica se deixa guiar pela ética, abre-se um horizonte verdadeiramente humanizador”, afirmou D. Rui Valério, numa intervenção divulgada hoje pelo Patriarcado.

O projeto une a especialização da instituição portuguesa em oncologia de adultos com a experiência do centro hospitalar da Santa Sé nos cancros pediátricos, estando os trabalhos focados no desenvolvimento de tratamentos e na sua aplicação a doenças autoimunes.

Na sessão de assinatura, que decorreu em Itália, a presidente da fundação portuguesa, Leonor Beleza, apontou a intenção de transformar tratamentos complexos em terapias “seguras, eficazes e sustentáveis para um maior número de doentes”.

Foto: Patriarcado de Lisboa

Tiziano Onesti, presidente da estrutura clínica, apontou o desígnio de derrubar “barreiras geográficas e económicas” no acesso à saúde.

A delegação nacional que se deslocou a Roma conheceu os espaços dedicados à terapêutica farmacêutica e o Laboratório de Terapia Genética do complexo hospitalar, liderado por Franco Locatelli.

Na sua intervenção, o patriarca destacou que “a vocação missionária de Lisboa não pertence apenas ao passado”.

“Lisboa continua a ser, no presente, um lugar de irradiação de bem, onde o rigor científico, a competência técnica e o compromisso ético se colocam ao serviço do bem comum”, indicou D. Rui Valério.

O acordo contou ainda com o patrocínio institucional do presidente da Academia Pontifícia para a Vida, o arcebispo Renzo Pegoraro, e a cerimónia foi encerrada com a intervenção do cardeal Emil Paul Tscherrig, representante da comissão supervisora do Instituto para as Obras de Religião (IOR), conhecido popularmente como ‘Banco do Vaticano’.

OC

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