D. José Traquina escreveu aos diocesanos e aponta vários desafios para o futuro

Santarém, 07 ago 2020 (Ecclesia) – O bispo de Santarém, D. José Traquina, escreveu ao diocesanos no fim do ano pastoral, marcado pela pandemia,  destacando “sinais de um tempo novo” da “ajuda social à secura espiritual”. 

“Não imaginávamos que a pandemia poderia ser um facto no nosso tempo. É neste contexto, no meio de perturbações e dificuldades, que nos apercebemos de muitos sinais de Deus. Os sinais foram imensos em tantas pessoas que enfrentaram o medo para trabalhar e cuidar de vidas humanas”, pode ler-se no documento “Avaliar para prosseguir” enviado à Agência ECCLESIA. 

Na área social D. José Traquina retrata a situação de “muitos milhares de pessoas desempregadas e muitos pedidos de apoio aos serviços da Cáritas” e sugere “um tempo novo”. 

“É um ‘sinal’ que sugere um tempo novo: conversão individual e comunitária à promoção de uma sociedade mais justa e inclusiva, onde haja vida digna para todos. Cuidar do planeta Terra e cuidar dos pobres em todo o mundo, são os dois maiores desafios para o futuro da humanidade”, afirma.

O bispo de Santarém constata ainda que a “pandemia não permitiu a concretização mais densa do ano pastoral” e “em contexto de ‘secura espiritual’” enaltece o trabalho feito pelas comunidades.

De forma espontânea e muito generosa promoveram-se transmissões de celebrações e visitas nas ruas e nos lugares que constituíram alimento de animação espiritual para muitos cristãos entristecidos no seu confinamento”.

O prelado aponta ainda a constituição de uma equipa responsável para o acompanhamento e formação dos futuros Diáconos Permanentes e o santo sugerido para o ano pastoral que agora termina, Santo Inácio de Loyola, que pode ser descoberto em breve numa publicação.

D. José Traquina termina a nota pedindo oração por dois sacerdotes diocesanos doentes e desejando um “bom tempo de férias enriquecido pela oração e favoráveis pelo descanso a retomar a vida com renovado entusiasmo”.

SN

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