Leão XIV presidiu à Eucaristia com a participação de 25 mil pessoas, onde refletiu sobre o descanso, antes de regressar ao Vaticano

Rimini, Itália, 22 ago 2026 (Ecclesia) – O Papa presidiu esta tarde à Missa no porto de Rimini, antes de partir rumo ao Vaticano, alertando para as formas de prazer que conduzem à dispersão e apontando o íntimo da alma como “o lugar mais verdadeiro onde encontrar descanso”.
“O mundo em que vivemos oferece muitas formas de lazer, algumas das quais, porém, conduzem mais à dispersão e à ruína do que a um verdadeiro ‘reencontrar-se’, e deixam um vazio no coração. Há quem lhes chame ‘evasão’, como se a vida quotidiana fosse uma prisão da qual fugir”, afirmou Leão XIV, na homilia da Eucaristia.
Com a participação de 25 mil pessoas, de acordo com o ‘Vatican News’, a Missa marcou o final da visita pastoral de Leão XIV à República de São Marino e ao ‘Encontro para a Amizade entre os Povos’ 2026, do movimento católico Comunhão e Libertação.
“Sabemos que o lugar mais verdadeiro onde encontrar descanso, onde encontrar Deus para nos encontrarmos verdadeiramente uns com os outros, não está lá fora, no caos, mas dentro de nós, no íntimo da alma”, destacou o Papa.
Leão XIV lembrou que a comunidade cristã é chamada “de forma especial a cultivar essa experiência e a transmiti-la, através da abertura e da hospitalidade pessoal e das estruturas, no cuidado e no ambiente de recolhimento das igrejas, na disponibilidade para a ajuda e a caridade”.
“E isto tanto para com quem procura um merecido tempo de descanso após um ano de trabalho, como para com quem, ferido no corpo e no espírito, pede refúgio, alimento e assistência longe da sua terra”, indicou.
O Papa caracterizou o povo da região de Romanha como “sincero e de temperamento jovial, trabalhador e solidário”, marcado por “valores de honestidade, generosidade e benevolência”.
“É certamente também por causa desta riqueza, para além das belezas naturais e artísticas da costa adriática e do interior, que tantas pessoas, provenientes de muitas partes da Itália e do mundo, vêm até aqui, todos os anos, para passar as suas férias”, observou.
Nesse sentido, o pontífice encorajou os presentes “a prosseguir com o empenho com que procuram fazer” com que o “território seja acolhedor, não só para o descanso e a diversão, mas também para o espírito”.

Concluída a visita pastoral, o Papa deverá aterrar no heliporto do Vaticano pelas 21h00 locais (menos 1h em Lisboa).
Eleito a 8 de maio de 2025, o Papa já visitou a Espanha (06-12 de junho de 2026); Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial (13-23 de abril de 2026); o Mónaco (28 de março de 2026); e a Turquia e o Líbano, com peregrinação a İznik por ocasião do 1700º aniversário do I Concílio de Niceia (27 de novembro-02 de dezembro de 2025).
LJ


