Rimini: Papa encontra-se com doentes, pessoas com deficiência e pobres, incentivando-os a deixar-se «curar por Jesus»

«Aqui vocês estão em casa!», disse o Papa na catedral, onde recebeu estojo feito à mão por alguns reclusos

Foto: Vatican Media

Rimini, Itália, 22 ago 2026 (Ecclesia) – O Papa encontrou-se esta tarde, na Catedral da cidade italiana de Rimini, com doentes, pessoas com deficiência e pobres assistidos pela Cáritas, pedindo-lhes que se deixem curar por Jesus.

“Esta é a Catedral de Rimini, e aqui vocês estão em casa! Sim, porque o Senhor Jesus, quando encontrava pessoas doentes, com deficiência ou pobres, acolhia-as e colocava-as no centro, para as curar, para lhes devolver uma vida à altura da sua dignidade”, referiu Leão XIV, após saudar os presentes.

O pontífice lembrou que era assim que Cristo “mostrava a todos os sinais do amor de Deus, da sua infinita misericórdia” e depois, “essas pessoas, curadas e reerguidas” por Ele, “muitas vezes seguiam-no e passavam a fazer parte da comunidade dos discípulos”.

“É assim que também nós devemos agir: deixar-nos curar por Jesus, deixar-nos perdoar, converter e, depois, caminhar juntos na sua Igreja, a comunidade que Ele formou para levar a todos o Evangelho da sua vitória sobre o pecado e a morte”, destacou.

O Papa agradeceu ao bispo e à Cáritas de Rimini por terem organizado o encontro e aos participantes por terem respondido ao convite.

Leão incentivou os presentes “a seguir sempre o Senhor, participando ativamente na vida da Igreja, na paróquia, nas associações, nos locais de acolhimento e de serviço, onde se aprende e se experimenta” que Deus “é grande no amor” e que todos são “seus filhos e irmãos uns dos outros”.

O encontro contou com a presença do bispo de Rimini, D. Nicolò Anselmi, que na sua intervenção, mostrou satisfação pela presença do pontífice: “Estamos verdadeiramente felizes por o ter aqui connosco! Obrigado por esta visita que nos enche de alegria”.

“Esta catedral é o coração da nossa diocese de Rimini, uma bela e animada diocese, que procura caminhar unida, ouvir a voz do Senhor e anunciar que Deus está entre nós e nos ama”, destacou.

Na saudação, o bispo afirmou que à volta do Papa se encontravam “irmãos e irmãos que estão a atravessar um período difícil da sua vida”, isto é, “uma subida íngreme da peregrinação”: doentes, pessoas com deficiência, pessoas que estão a percorrer um caminho de libertação das dependências”.

Foto: Vatican Media

Também reclusos que se “preparam para regressar em breve à sociedade” e pessoas em situação de “dificuldades económicas, espirituais e psicológicas” participaram na iniciativa.

“No final deste encontro, entregar-lhe-emos um estojo feito à mão por alguns reclusos e que contém cartas escritas para si por doentes e pessoas em dificuldades”, indicou.

“Vossa Santidade é hoje o sucessor de Pedro e Jesus está a pedir-lhe que cuide deste povo. Santo Padre, em nome de todos, digo-lhe que queremos ajudá-lo no desempenho desta tarefa tão grandiosa; também nós, consigo e tal como Pedro, amamos Jesus e queremos amar-nos uns aos outros”, realçou.

“Abençoe-nos, Santidade, neste nosso desejo que queremos viver consigo, na nossa família, na nossa diocese e no mundo”, concluiu D. Nicolò Anselmi.

No final do encontro, todos rezaram juntos o Pai Nosso.

O Papa realizou esta manhã uma visita pastoral à República de São Marino, onde se encontrou com os capitães-regentes do microestado e com sacerdotes, consagrados e representantes da vida eclesial desta diocese.

Depois de almoçar com as monjas agostinhas no Mosteiro de Santo António, em Pennabilli, na província de Rimini, em Itália, Leão XIV prosseguiu viagem até ao ‘Encontro para a Amizade entre os Povos’ 2026, do movimento católico Comunhão e Libertação.

Depois do encontro com deficiência e pobres assistidos pela Cáritas, o pontífice presidiu à Missa no porto de Rimini.

A visita pastoral do Papa à diocese italiana termina às 20h00 locais (menos 1h em Lisboa), despedindo-se das autoridades e aterra no heliporto do Vaticano passado uma hora.

Eleito a 8 de maio de 2025, o pontífice já visitou a Espanha (06-12 de junho de 2026); Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial (13-23 de abril de 2026); o Mónaco (28 de março de 2026); e a Turquia e o Líbano, com peregrinação a İznik por ocasião do 1700º aniversário do I Concílio de Niceia (27 de novembro-02 de dezembro de 2025).

LJ

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