Responsável italiano demitiu-se da Congregação para a Causa dos Santos e renunciou aos direitos ligados ao cardinalato, em 2020

Cidade do Vaticano, 01 abr 2021 (Ecclesia) – O Papa celebrou hoje a Missa da Ceia do Senhor com o cardeal Angelo Becciu, seu antigo colaborador, que em 2020 se demitiu da Congregação para a Causa dos Santos e renunciou aos direitos ligados ao cardinalato.

A celebração decorreu na capela do apartamento privado do responsável italiano, no Vaticano.

“Além do cardeal e das religiosas que o assistem, estavam presentes algumas focolarinas. Por se tratar de um compromisso privado do Santo Padre, não há confirmações oficiais”, informa o portal ‘Vatican News’.

Antes da pandemia, Francisco celebrou sempre o início do Tríduo Pascal fora do Vaticano: cinco vezes em prisões – 2019, 2018, 2017, 2015 e 2013, tendo lavado os pés a pessoas de várias nacionalidades e confissões religiosas; num centro de acolhimento de refugiados, em 2016; e num centro para reabilitação de pessoas com deficiência e idosos, em 2014.

Em setembro de 2020, D. Angelo Becciu, reagira em conferência de imprensa às acusações que levaram o Papa a pedir a sua renúncia, rejeitando qualquer crime financeiro.

“Parece-me estranho ser acusado (de peculato)”, referiu, numa conferência de imprensa que decorreu em Roma.

Antes de ser nomeado para Congregação para a Causa dos Santos, o responsável foi figura de destaque na diplomacia da Santa Sé, como substituto dos Assuntos Gerais do Secretário de Estado do Vaticano, cargo para o qual foi escolhido pelo Papa emérito Bento XVI.

O diplomata tinha sido ainda núncio apostólico em Angola e em Cuba; foi criado cardeal pelo Papa Francisco em 2018.

Em 2019, D. Angelo Becciu tinha rejeitado acusações de envolvimento em investimentos imobiliários da Santa Sé em Londres, alegadamente irregulares e atualmente sob investigação da Justiça do Vaticano.

O responsável mostrou-se surpreendido com a decisão do Papa, que lhe retirou a sua confiança, falando num “mal-entendido”.

OC

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