D. João Marcos refletiu sobre as prioridades em dias de confinamento

Beja, 09 abr 2020 (Ecclesia) – O Bispo de Beja falou hoje da incompreensão que pode assaltar quantos se questionam sobre a pandemia e as dificuldades que se avizinham.

Nas palavras que proferiu na Sé de Beja, vazia de fiéis e numa celebração dedicada à Internet, D. João Marcos questionou as lições que se podem retirar deste confinamento.

Desde logo, “a importância da casa”, lembrou, o responsável, casa que o Povo de Israel viveu a primeira Páscoa e também numa casa que Jesus realizou a sua ceia.

Foi também em casa que durante séculos os cristãos celebraram a Eucaristia” lembrou D. João Marcos.

Não será um sinal de Deus para recuperarmos as famílias cristãs como Igrejas domésticas? Lugares habituais do culto doméstico?” questionou.

Na homilia da Missa Vespertina da Ceia do Senhor, o Bispo de Beja também deu conta das notícias que indicam um aumento dos casos de violência doméstica em virtude do confinamento a que os casais estão sujeitos.

As famílias aparecem ser para muitos não uma graça, mas um mal necessário, não para cultivar relacionamentos interpessoais mas uma tortura diária que é preciso aguentar para se ter pão na mesa, cama e roupa lavada” reconheceu D. João Marcos.

O bispo da diocese questionou ainda o lugar que Deus ocupa nas casa de cada um, a escolha que se faz entre a cruz e a televisão.

D. João afirmou que a cruz perde para a televisão e para a Internet.

Fontes inesgotáveis de imagens deslumbrantes que dispensam de pensar e são o centro de todas as atenções, reduzindo as pessoas a meros recetores e consumidores de bens materiais…”

Segundo D. João Marcos, é preciso ver o cristianismo “como vida e não apenas como uma religião”, sendo que a solução passa pela descoberta do “mandamento novo do amor”.

 D. João Marcos pediu a a Deus para que “derrame a paz sobre a diocese e sobre as famílias de modo a fazer renascer a verdadeira harmonia”.

HM

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