Pensemos nas nossas lágrimas. Nas primeiras que derramámos na infância e nas últimas, nas mais recentes. A nossa biografia também se conta pelas lágrimas: de alegria, de festa, de comoção luminosa; e de noite escura, de dilaceração, de abandono, de arrependimento e contrição. Pensemos nas nossas lágrimas derramadas e naquelas que não passaram de um nó na garganta e cuja falta ficou depois a pesar ou ainda nos pesa. A dor dessas lágrimas não choradas.

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