D. José Traquina presidiu à Eucaristia na Quarta-Feira de Cinzas, o início do «grande retiro da Igreja»

Santarém, 19 fev 2026 (Ecclesia) – O bispo de Santarém presidiu à Missa na Quarta-Feira de Cinzas, na Sé da diocese, alertando para a violência na atualidade, nomeadamente no que respeita à influência sobre a vida humana.
“[Os] tempos atuais são violentos, não só na chuva e no vento, mas também na força dos meios de influência sobre a vida humana”, afirmou D. José Traquina, citado por uma nota da Diocese de Santarém enviada à Agência ECCLESIA.
O bispo considera que são muitas as propostas para aliciar e deixar o ser humano mais dependente, sendo que o que Jesus veio fazer foi libertar o homem das amarras do mundo.
Na homilia, D. José Traquina lembrou que a Quarta-Feira de Cinzas, que marca o princípio da Quaresma, é o início do “grande retiro da Igreja”.
Este período litúrgico que agora começa surge como o tempo favorável para “cuidar da nossa identidade mais profunda”, disse.
Partindo da 1ª Leitura do Profeta Joel (2,12-18), o bispo diocesano deixou o apelo aos presentes que encheram a Sé de Santarém a voltar para Deus, alimentar a vida da fé com coerência, com verdade e de coração puro.
“Cuidar de nós mesmos voltando-nos para Deus”, salientou.
Com base na carta de São Paulo aos Coríntios, D. José Traquina pediu a que todos conseguissem acolher o apelo que faz o apóstolo: “Reconciliai-vos com Deus”.
Esta deve ser a marca deste tempo quaresmal, “porque agora é o tempo favorável da graça”, realçou.
D. José Traquina convidou à redescoberta do valor do jejum que ajuda ao fortalecimento do autodomínio: “Jejum de mim mesmo para atender à necessidade dos outros”.
Além disso, abordou ainda o tema da Esmola, enfatizando que a partilha na caridade que “gera maior interesse” pelo outro.
O bispo diocesano abordou ainda a Quaresma como tempo de ‘combate’ interior para fazer discernimento sobre opções possíveis na vida, para identificar ambições que são muitas vezes tentações e para definir o rumo a seguir na fidelidade à Fé cristã.
Relativamente ao gesto da imposição das Cinzas, que aconteceu após a bênção, D. José Traquina explicou que este é um “rito penitencial que deve acontecer como ato de humildade e coragem para quem o recebe”.
“Humildade e coragem semelhante a Jesus quando se apresentou para receber o Batismo no rio Jordão e lançar-se em retiro para fazer o discernimento da vontade do Pai no tempo seguinte”, desenvolveu.
A Igreja Católica iniciou esta quarta-feira o tempo da Quaresma, o período de preparação para a Páscoa que, em 2026, se celebra a 5 de abril.
LJ/OC


