O mais recente livro do cónego João Aguiar Campos foi apresentado em Braga

Foto: Avelino Costa

Braga, 30 nov 2019 (Ecclesia) – O mais recente livro do cónego João Aguiar Campos, «Morri Ontem», foi apresentado, no Espaço Vita, em Braga, como uma obra com “reflexões de amizade” e recheado de esperança.

‘Morri ontem’ porque o livro é entregue a uma pessoa amiga do protagonista, do autor das histórias que vão sendo juntas, e é entregue com o recado para ser aberto no dia a seguir à sua morte, e é essa pessoa que recebe os textos e que decide publicá-los”, justifica o cónego João Aguiar, em declarações à Agência ECCLESIA.

O autor referiu ainda que o protagonista ao pensar muitas vezes na morte, foi escrevendo aos amigos “sobre essa sensação”, as reações dos amigos foram sendo guardadas e surge depois a ideia de serem publicadas.

“A minha vida passa por diversos intervenientes do livro, tem bastante do Junior, tem muito do Ribeiro, tenho o voluntarismo teimoso e entusiasta do Antunes, um pouco deles todos”, aponta o autor.

O cónego João Aguiar, antigo diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, sugeriu ainda que este é um livro para “todos os tempos de preparação”.

“Saber que andamos na vida a ser tangentes humanas, andamos a viver amizades diáfanas e andamos a encostar a morte para a ponta do corredor… Se pararmos e pensarmos que a morte leva ao aperfeiçoamento da vida, também nos abre a esperança que começando no tempo tem a sua realização para além dele”, refere.

Foto: Avelino Costa

O livro foi apresentado esta sexta-feira em Braga pelo padre Carlos Vaz que o considera “um título surpreendente”, que interpela e “mexe connosco”, um livro para ler várias vezes para “saborear o título para a esperança”.

“Repare na produção literária nesta fase de doença do cónego Aguiar e a gente admira-se deste homeme e deste padre que nos surpreende”, disse à Agência ECCLESIA.

O padre Carlos Vaz, da arquidiocese de Braga, apresentou a obra “Morri Ontem” e referiu que o autor tem uma “maneira como ninguém de dizer as coisas, misturar sensações e mostra uma fineza de observação da realidade”. 

Também o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, esteve presente na apresentação desta obra que considera ser de uma “literatura alicerçada nos sentimentos”. 

“O que mais me impressiona, além da qualidade literária e de uma veia poética é uma literatura alicercada nos sentimentos, e a partir de uma vida, da sua sensibilidade muito devidamente construída, que o faz escrever de modo totalmente diferente. Da sua escrita passa a vida neste momento, onde a dor e sofrimento o acompanha, mas ele mostra que o mais importante é a esperança”, concluiu.

CB/SN

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