D. Rui Valério presidiu a Missa no Dia do Instituto Superior de Ciências Policiais de Segurança Interna

Lisboa, 15 out 2019 (Ecclesia) – O bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança afirmou hoje que “combater a ausência de valores” é a “principal batalha” para obter a ordem, falando no Dia do Instituto Superior de Ciências Policiais de Segurança Interna (ISCPSI).

“Cada um de nós é chamado a cultivar na sua vida aquilo que é o início de uma sociedade nova. Nós não devemos desanimar. Face à imensidão do que é necessário fazer”, disse D. Rui Valério aos futuros jovens oficiais da Polícia de Segurança Pública (PSP), na igreja das Flamengas.

Na homilia enviada à Agência ECCLESIA, o bispo do Ordinariato Castrense indicou que é preciso “nunca deixar de acreditar” na possibilidade de um mundo diferente, “de um mundo melhor”.

D. Rui Valério indicou que “o mais exigente desafio para um polícia” é trabalhar a combater o mal e não acreditar que o mal “há de ter um fim definitivo”, ter a convicção de que está apenas “a remediar uma situação que se repetirá”.

“Acreditem; acreditem que enquanto o bem é eterno, o mal tem sempre um prazo”, pediu o responsável, salientando que a maneira melhor de destronar o mal “é combatê-lo, sobretudo com as armas da esperança”.

O bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança realçou aos futuros jovens oficiais que neles, “enquanto garantes da ordem”, se “materializa fundamentalmente o sentido da lei”.

Segundo D. Rui Valério, os pilares da ordem foram “abalados pelo vírus do relativismo”, que cresce “tanto e tão rapidamente” pela “ausência de valores” que levem à construção de uma sociedade “promotora da dignidade humana, onde o bem comum seja superior ao individualismo, onde haja justiça para todos; onde não haja miséria nem pobreza”.

“Uma sociedade de rosto humano”, acrescentou, na Eucaristia do Dia do Instituto Superior de Ciências Policiais de Segurança Interna, fundado em 1966, com a missão da formação inicial e ao longo da vida dos oficiais da PSP.

CB/OC

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